Flávio declara mais que o triplo de Lula em gastos com impulsionamento digital
Segundo TSE, candidato do PL registra R$ 9 milhões na categoria, ante R$ 2,69 milhões do petista; diferença chega a R$ 6,31 milhões
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) declarou à Justiça Eleitoral R$ 9 milhões em "despesas com impulsionamento de conteúdos", mais que o triplo do valor registrado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma R$ 2,69 milhões na mesma categoria. Os dados estão disponíveis no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e foram levantados pelo Terra na tarde desta quarta-feira, 7.
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A diferença entre os dois candidatos é de R$ 6,31 milhões. Pelos valores declarados, Flávio destinou ao impulsionamento cerca de 3,35 vezes o montante de Lula --ou aproximadamente 235% a mais.
A despesa também tem pesos diferentes dentro das duas campanhas. Os R$ 9 milhões registrados por Flávio representam cerca de 14% das despesas declaradas na prestação consultada. No caso de Lula, os R$ 2,69 milhões equivalem a aproximadamente 4,1%. Flávio tem 25 registros de despesas nessa categoria, ante 22 do petista.
O levantamento considera exclusivamente a categoria denominada pelo TSE de “Despesa com Impulsionamento de Conteúdos”. Por isso, os valores não representam necessariamente todo o investimento das campanhas em comunicação digital, que pode aparecer em outras rubricas, como produção de vídeos ou serviços prestados por terceiros.
Foco total no digital
A diferença nos gastos aparece no momento em que a campanha de Lula tenta ampliar a presença do presidente nas redes sociais. Nesta quarta-feira, 7, a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) afirmou que passou a colaborar com a equipe de comunicação do candidato. Após reuniões sobre a estratégia digital, Lula publicou um vídeo gravado em formato de selfie, estilo ao qual vinha resistindo.
No caso de Flávio, o uso de impulsionamento pago já foi parar na Justiça Eleitoral durante a campanha. No domingo, 5, o ministro André Mendonça multou o candidato em R$ 5 mil por uma publicação patrocinada que fazia críticas a Lula. A decisão não proibiu a circulação orgânica do conteúdo, mas determinou que a peça não voltasse a ser impulsionada. Segundo a Justiça Eleitoral, candidatos podem pagar para ampliar o alcance de publicações, mas o recurso não pode ser utilizado para propaganda eleitoral negativa contra adversários.
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