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Empresário é condenado a fazer retratação por ameaçar funcionários em caso de vitória de Lula

Dono de franquias de lojas de calçados terá de pagar R$ 30 mil por cada colaborador que volte a se sentir assediado politicamente

28 out 2022 - 19h08
(atualizado às 19h41)
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Foto: Divulgação/TSE / Estadão

Arthur Vilhena Ferro, proprietário de franquias de duas lojas de calçados em João Pessoa (PB), foi condenado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PB) por coagir seus funcionários por razões políticas. O empresário foi acusado pelo Ministério Público do Trabalho de ameaçar os colaboradores com demissões e descumprimento de contratos caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença o segundo turno no domingo, 30. Ele terá de pagar R$ 30 mil por cada funcionário que volte a se sentir assediado politicamente.

O juiz determinou, ainda, que Ferro fizesse uma retratação pública para os funcionários e fornecedores via e-mail e redes sociais, além de encaminhar a mensagem nos grupos de WhatsApp nos quais enviou mensagens pressionando os funcionários. O réu também pagará, a título de reparação, R$ 50 mil por dano extrapatrimonial coletivo.

Segundo o processo da 13ª vara do TRT, Vilhena encaminhou um e-mail a seus prestadores de serviço e fornecedores alertando-os de que iria suspender todas as tratativas futuras "caso o país volte ao desgoverno da esquerda". No auto, também consta um print de WhatsApp em que o empresário estimula que os demais lojistas e franqueados do shopping façam o mesmo com seus funcionários. "Foi para assustar e dar um choque de realidade em todas equipes", ameaçou o empresário durante a conversa.

O caso retrata "claras atitudes patronais abusivas e intimidatórias, tomadas com finalidade precípua de coagir empregados a votarem no candidato de sua preferência", segundo o juiz do caso, George Falcão Coelho Paiva. Ele argumenta que, além de intimidar os empregados, os humilha e coloca a liberdade do voto em risco.

"Qual terá sido a reação dos funcionários não alinhados ao campo ideológico e às preferências político-partidárias do senhor Arthur Vilhena Ferro diante das ameaças e insinuações feitas por ele? Tais profissionais sentir-se-ão à vontade para expressar apoio a candidaturas de adversários dos candidatos que desfrutam da simpatia do patrão?", questiona Paiva no auto.

Nas redes sociais, clientes do shopping e das lojas fraqueadas reagiram com mensagens de boicote às lojas do empresário.

Estadão
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