Eleições 2026: Lula desafia Flávio Bolsonaro mais uma vez
Na disputa do segundo turno presidencial de 2026, Lula desafiou Flávio Bolsonaro e o PL a apoiarem o fim da escala 6x1 sem redução salarial. Enquanto o petista propõe uma jornada de cinco dias trabalhados por dois de descanso, o adversário defende um modelo flexível com pagamento por hora e acordos diretos. Em paralelo ao embate eleitoral, o Senado analisa a PEC 221/2019, projeto que prevê a redução gradual da carga horária de trabalho das atuais 44 horas semanais para 40 horas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a desafiar Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (07 de outubro). O novo embate ocorre durante a disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Desta vez, o petista cobrou publicamente que seu adversário apoie o fim da escala de trabalho 6×1.
Durante um encontro com parlamentares e influenciadores, Lula pediu que seus aliados ampliassem a divulgação da proposta nas redes sociais. O presidente também afirmou que deseja ver o posicionamento de Flávio e dos demais integrantes do PL na votação.
Ao abordar o assunto, Lula direcionou uma declaração ao senador e candidato à Presidência.
"Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favorável e desafio ele a pedir pro PL votar favorável".
Flávio Bolsonaro defende alternativa à escala 6×1
O posicionamento dos candidatos apresenta diferenças sobre a organização das jornadas de trabalho. Lula defende cinco dias de expediente e dois de descanso semanal, sem redução dos salários. Já Flávio Bolsonaro apoia um modelo flexível, com remuneração por hora trabalhada e negociação entre empregados e empregadores.
Na terça-feira (06 de outubro), Flávio defendeu a PEC 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). A iniciativa estabelece um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O plano de governo do candidato também prioriza acordos entre empresas e funcionários.
Enquanto isso, a PEC 221/2019 segue em discussão no Senado. O texto prevê uma transição gradual das atuais 44 horas semanais para 42 horas e, posteriormente, 40 horas. A proposta também contempla regras específicas para atividades essenciais, incluindo saúde e segurança pública.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou que pretende manter as discussões sobre a matéria. Antes da primeira votação, o texto precisa cumprir cinco sessões de debate no plenário. Caso os senadores promovam alterações, a proposta deverá retornar à Câmara dos Deputados.
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