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Da pré-candidatura ao último apelo: veja a linha do tempo das idas e vindas de Cleitinho na disputa pelo governo de Minas

Senador teve pré-campanha marcada por incertezas, apesar de liderar pesquisas

5 ago 2026 - 04h58
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Cleitinho
Cleitinho
Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Estadão

Depois de meses marcados por incertezas e declarações contraditórias, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) encerrou, por ora, sua tentativa de uma candidatura ao governo de Minas Gerais com um último apelo rejeitado pelo próprio partido. Nesta terça-feira, 4, durante a convenção nacional do Republicanos, em Brasília, o parlamentar pediu para voltar à disputa, um dia após anunciar que desistiria da corrida eleitoral.

A solicitação, porém, foi recusada pelo presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, que afirmou não ser possível entregar a responsabilidade de governar Minas Gerais a alguém que muda de posição repetidamente.

A indefinição marcou toda a trajetória de Cleitinho desde o lançamento de sua pré-candidatura. 

  • 2 de março

Republicanos anunciou oficialmente Cleitinho como pré-candidato ao Palácio Tiradentes. Apesar do lançamento, o senador afirmou que a confirmação definitiva seria feita apenas no mês seguinte.

  • 1º de abril

Cleitinho divulga vídeo nas redes sociais para negar que estivesse desistindo da eleição e reafirmar sua intenção de concorrer ao governo.

  • 4 de abril

Termina o prazo para filiação partidária dos candidatos, o que impediu qualquer mudança de legenda para disputar o pleito.

  • 10 de junho

Durante discurso no Senado, o senador volta a afirmar que pretendia disputar o governo mineiro, mas condicionou a decisão à continuidade da liderança nas pesquisas e ao que chamou de "vontade de Deus". Na ocasião, declarou que seria a população quem definiria seu futuro político.

  • 8 de julho

Após dirigentes estaduais do Republicanos garantirem que a candidatura estava confirmada, Cleitinho afirma que só decidiria oficialmente no último dia permitido para as convenções partidárias, além de criticar a direção estadual da sigla.

  • 18 de julho

Morre o irmão de Cleitinho, Matheus Azevedo, aos 30 anos, em Divinópolis, em decorrência de complicações provocadas por leucemia.

  • 25 de julho

O Republicanos realiza sua convenção em Minas Gerais sem a presença do senador. Cleitinho também não enviou procuração para formalizar sua candidatura, desperdiçando a principal oportunidade para oficializar seu nome.

  • 28 de julho

Uma pesquisa da Quaest (Registro: MG-03490/2026) coloca Cleitinho na liderança da disputa pelo governo mineiro em todos os cenários testados. Mesmo assim, diante da falta de definição, Republicanos e PL passaram a discutir apoio ao nome de Marcelo Aro, considerado uma alternativa competitiva para a disputa. A pesquisa contou com amostra de 1.482 pessoas.

Na mesma data, Cleitinho publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial em que o pai e o irmão, ambos mortos, apareciam incentivando sua candidatura.

  • 29 de julho

Pela manhã, Marcos Pereira informa que Cleitinho não seria candidato ao governo de Minas. Pouco depois, a assessoria do senador divulgou nota afirmando exatamente o contrário: que a candidatura permanecia de pé.

Horas mais tarde, durante coletiva de imprensa em Divinópolis (MG), cidade natal do parlamentar, Cleitinho voltou a dizer que pretendia disputar a eleição pelo Republicanos e pediu desculpas pela condução das negociações.

  • 3 de agosto

Cleitinho aparece ao lado de Marcos Pereira em um vídeo publicado nas redes sociais para anunciar que desistiria da disputa. Na gravação, o senador reconheceu que não tinha condições emocionais para seguir na campanha devido ao luto.

  • 4 de agosto

Apesar da desistência anunciada, Cleitinho voltou atrás mais uma vez. Durante a convenção nacional do Republicanos, o senador interrompeu o evento para pedir que fosse confirmado como candidato ao governo de Minas.

Segundo o senador, ele havia vivido um momento de vulnerabilidade quando gravou o vídeo desistindo da disputa e afirmou que acreditava ter recebido uma orientação divina para voltar à corrida eleitoral.

Em um discurso emocionado, pediu uma nova oportunidade ao partido e declarou: "Pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores do Brasil, de Minas Gerais, por todos os caminhoneiros, por toda a enfermagem que existe, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente me dê essa vaga".

O apelo, no entanto, foi recusado. Marcos Pereira manteve a decisão da legenda e afirmou que o Republicanos não voltaria atrás.

Fonte: Portal Terra
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