Flávio Bolsonaro diz que anunciará vice até 15 de agosto e minimiza neutralidade do Republicanos
Candidato do PL afirmou que principais quadros da legenda já apoiam sua candidatura e disse que seguirá buscando uma aliança formal
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 4, que a decisão do Republicanos de permanecer neutro na disputa nacional não altera o apoio que, segundo ele, recebe das principais lideranças da legenda. A declaração foi feita durante sabatina promovida pelo G4 e pelo portal O Antagonista, em São Paulo.
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Apesar de a executiva nacional do Republicanos ter optado pela neutralidade em convenção realizada em Brasília no mesmo dia, o senador disse que integrantes de destaque da sigla já participam de sua campanha. “Os caciques políticos estão com algumas preocupações, mas os principais quadros desse partido estão com a gente nesse projeto”, disse o senador.
Como exemplo, Flávio mencionou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Daniella Marques, filiada ao Republicanos e presente no evento. Segundo ele, ela seria sua escolha para a vaga de vice-presidente, caso houvesse uma aliança formal entre as legendas. O senador também citou o governador Tarcísio de Freitas e os senadores Cleitinho Azevedo (MG) e Damares Alves (DF) como integrantes de seu palanque.
Além dos nomes ligados ao Republicanos, Flávio afirmou que contará com o apoio de lideranças do PP, partido que também decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência. Entre eles, mencionou o deputado federal Guilherme Derrite, a senadora Tereza Cristina e a deputada Simone Marquetto.
Embora tenha minimizado o impacto da neutralidade do Republicanos, o candidato afirmou que continuará tentando fechar um acordo com a legenda até o prazo final para o registro das candidaturas, com o objetivo de ampliar o tempo de propaganda eleitoral na televisão.
Segundo Flávio, a definição do nome que ocupará a vice em sua chapa deve ocorrer até 15 de agosto, data-limite estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas. "Tenho alguns dias para avançar com essa novela [a escolha do vice]", disse. Entre os presidenciáveis que estiveram presentes na sabatina, Flávio foi o único que participou por videoconferência e não concedeu entrevista após o evento.
Críticas ao STF e defesa da vacinação
Durante a sabatina, o candidato também direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente aos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Flávio voltou a defender o impeachment dos magistrados e afirmou que um dos pontos relevantes da próxima eleição é a possibilidade de o futuro presidente indicar novos integrantes para a Corte.
“Imaginem o novo presidente indicando quatro ‘Alexandres de Moraes’? ”, questionou ele, repetindo uma fala que já havia feito durante a convenção do PL que o oficializou como candidato da sigla na disputa pelo Palácio da Planalto.
Ao responder perguntas sobre a condução que o pai teve durante a pandemia de covid-19, o senador defendeu a postura diante da crise sanitária adotada pelo ex-presidente. Segundo Flávio, o pai recebeu todos os imunizantes previstos, com exceção da vacina contra a covid-19. Ele acrescentou que está vacinado e que suas filhas e os demais integrantes da família também mantêm a imunização em dia.
"O presidente Bolsonaro tomou todas as vacinas, exceto a da covid. Eu tomei essa vacina, tomei todas as vacinas, minhas filhas são vacinadas e minha família é toda vacinada", afirmou. Flávio também afirmou que, caso seja eleito, não haverá falta de vacinas em uma eventual nova emergência sanitária.
“O que eu posso garantir a todos os brasileiros é que não vai faltar vacina para ninguém, não apenas com relação a uma pandemia, como foi lá atrás, garantir a vacina para todo mundo”, declarou.

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