Novo confirma Eduardo Girão como vice de Zema na disputa ao Planalto
Com a escolha, a legenda terá uma chapa "puro-sangue" após não conseguir viabilizar alianças políticas
O senador Eduardo Girão (CE), do Novo, será o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Romeu Zema (Novo) na corrida pelo Palácio do Planalto. A definição foi anunciada pelo partido na tarde desta terça-feira, 4. Com a escolha, a legenda terá uma chapa formada exclusivamente por integrantes da própria sigla, após não conseguir viabilizar alianças com outras forças políticas.
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Depois de negociações internas, Romeu Zema e o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, chegaram ao nome escolhido para ocupar a vice na chapa presidencial. O ex-governador afirmou que buscava alguém com perfil de confiança para dividir a disputa.
“Sempre disse que gostaria de um parceiro de chapa que fosse uma pessoa decente e ficha limpa", disse Zema. "Em oito anos como senador, Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília. Não poderia ser outra pessoa", acrescentou.
Segundo o partido, Eduardo Girão foi considerado a "melhor opção encontrada dentro da sigla" para integrar a chapa ao lado do ex-governador de Minas Gerais.
Ao comentar a escolha, o senador afirmou que recebeu o convite como um novo desafio político. “Decidi aceitar esse convite desafiador como uma missão existencial ”, disse. Nas convenções estaduais do Novo, Girão já havia desistido de disputar o governo do Ceará.
A definição por uma chapa "puro-sangue" do Novo ocorreu após conversas envolvendo outros nomes que poderiam compor a candidatura. Entre as possibilidades houve a especulação de uma aliança com o ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), como possível vice de Zema pelo Democracia Cristã (DC).
Eleito para o Senado em 2018, Girão aparecia atrás de Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União Brasil) nas pesquisas de intenção de voto para uma possível reeleição. A candidatura estadual também enfrentou dificuldades pela ausência de apoio da cúpula do PL, que optou por se aproximar do ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
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