Cleitinho volta atrás e pede para ser candidato a governador de MG em convenção do Republicanos
Senador interrompeu evento para fazer pedido a Marcos Pereira; dirigente partidário afirmou que seria irresponsabilidade aceitar nova mudança
SÃO PAULO E BRASÍLA - Em mais uma reviravolta, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) interrompeu a convenção do Republicanos, nesta terça-feira, 4, em Brasília, e pediu ao presidente da sigla, Marcos Pereira (Republicanos), para ser candidato a governador de Minas Gerais.
O dirigente partidário, contudo, negou a solicitação e disse que não seria irresponsável de colocar o Estado nas mãos de uma pessoa que "ora pensa uma coisa, e cinco minutos depois pensa outra".
O novo pedido de Cleitinho ocorre um dia após ele chorar em um vídeo ao lado do presidente do Republicanos, reconhecendo que não tinha condições emocionais para disputar a eleição.
Na convenção, o senador afirmou que estava em um momento de vulnerabilidade quando realizou a gravação. O irmão de Cleitinho, Matheus Azevedo, morreu em razão de uma leucemia há cerca de 15 dias.
Segundo Cleitinho, após o vídeo, ele recebeu o apoio da mãe e de outro irmão para ser candidato. "(Eles disseram) Não desista, a gente vai fazer campanha para você", disse.
Atrás dele, na mesa, estavam o próprio Marcos Pereira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
"Então, pelo meu pai, pelo meu irmão, pela minha mãe, pelo professor, pela Polícia Militar, por todos os trabalhadores de Minas Gerais, caminhoneiros, por todo o povo mineiro, eu quero ser candidato a governador e peço humildemente ao presidente que me dê essa vaga. policial, pelo professor (...) Quem nunca foi e voltou? Quem nunca errou?", continuou ele.
Em seguida, Marcos Pereira tomou a palavra e disse que, após o primeiro vídeo, Cleitinho recebeu ligações de um assessor chamado Rafael e o procurou novamente para gravar outro vídeo, agora dizendo que seria candidato.
"Nós não podemos brincar com a vida das pessoas (...) Eu não posso, senador Cleitinho, com todo respeito. Eu seria irresponsável com o povo de Minas em colocar Minas nas mãos de uma pessoa que ora pensa uma coisa, e cinco minutos depois pensa outra. Voltar atrás todo mundo tem direito. Eu já voltei atrás várias vezes. Mas não pode ser inconstante nesse nível", disse o presidente do Republicanos.
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