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Bolsonaro reage a intenção de Paulo Guedes criar 'nova CPMF'

Candidato à presidência pelo PSL nas eleições 2018 disse: 'Chega de impostos é o nosso lema!'

19 set 2018
12h56
atualizado às 14h21
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O economista Paulo Guedes, que foi anunciado pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) como seu ministro da Fazenda, caso vença as eleições 2018, propôs a criação de um tributo semelhante à extinta CPMF caso o capitão da reserva assuma o Planalto. As declarações do economista a um grupo pequeno de investidores foram rebatidas por Bolsonaro pelo Twitter: "Chega de impostos é o nosso lema!", afirmou.

Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

Guedes defendeu ainda uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas, a taxa também incidiria sobre a distribuição de lucros e dividendos. O anúncio de sua provável reforma tributária, que ainda prevê a eliminação da contribuição patronal para a Previdência, foi feito em evento fechado e organizado pela GPS Investimentos, empresa de aconselhamento e gestão de fortunas familiares. A informação foi publicada nesta terça-feira na Folha de S. Paulo, e confirmada pelo Estado.

Em Bauru, no interior de São Paulo, o general Mourão, vice de Bolsonaro, disse que é contra uma eventual CPMF e que falar em criação de imposto é dar um tiro no pé, mas acrescentou que isso deve ser decidido entre o candidato e economista.

A "nova CPMF" seria usada, segundo a reportagem, para financiar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A volta da contribuição chegou a ser cogitada no final do governo da presidente cassada Dilma Rousseff (PT) como uma solução para cobrir o rombo no Orçamento, mas a proposta acabou sendo abandonada devido à falta de apoio no Congresso.

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Estadão
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