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Blocão se reúne com Alckmin em tentativa de apontar vice

Candidato do PSDB terá o apoio do grupo conhecido como blocão - DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade

31 jul 2018 - 20h40
(atualizado às 20h51)
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O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, fará uma nova reunião nesta quarta-feira (1º) com os partidos do blocão (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade) em uma tentativa de fechar a indicação do nome para concorrer à vice-presidência na chapa do tucano, mas membros do grupo ouvidos pela Reuters garantem que até agora não existe um acordo.

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"Vamos fazer uma nova reunião, mas não acredito que vai ser possível anunciar amanhã, como gostariam", disse o presidente do PRB, Marcos Pereira.

Na semana passada, depois do anúncio formal de apoio a Alckmin, os partidos do blocão decidiram nomear o presidente do DEM, o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, como interlocutor com o PSDB para se chegar a um nome.

Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, acena ao deixar evento em que partidos do blocão anunciaram apoio a ele
26/07/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, acena ao deixar evento em que partidos do blocão anunciaram apoio a ele 26/07/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

Depois de ver o empresário Josué Gomes, filiado ao PR e indicado pelo grupo, rejeitar a candidatura à vice-presidência, o blocão afirmou que não iria mais exigir o cargo para um dos cinco partidos. Alckmin ainda tem em sua aliança PPS, PSD e PTB, mas queria o poder de veto a um nome.

De acordo com as fontes ouvidas pela Reuters, seguem na mesa os nomes de Aldo Rebelo (Solidariedade), Mendonça Filho e Tereza Cristina, ambos do DEM. "São esses que ainda estão por aí", confirmou o deputado Marcos Montes (PSD-MG).

Um nome do DEM, no entanto, poderia balançar o acordo feito na aliança, de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados em 2019.

"Eu não estou intransigente, mas poderia abalar a garantia de reeleição do Rodrigo Maia, o que acredito interessa mais a eles", disse Marcos Pereira, que foi o primeiro a levantar a objeção de que o DEM ficasse com os dois cargos mais importantes na aliança.

Chegou-se a levantar o nome da senadora Ana Amélia (PP-RS), que daria a Alckmin uma vice mulher e da região Sul, onde têm perdido espaço. O próprio candidato tentou mais uma vez cooptar o senador pelo Paraná Álvaro Dias, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo Podemos. No entanto, em entrevista à Reuters, Dias afirmou que seria um "descarado" se aceitasse uma aliança com o PSDB.

Os partidos têm até segunda-feira para definir as chapas. Apesar das convenções precisarem acontecer até domingo, as atas precisam ser entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira.

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