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Ato pró-Lula em SP é marcado pelo fim da 'esquerda paz e amor'

Manifestação aconteceu no Largo da Batata nesta terça-feira, 13, e reuniu nomes do Legislativo do PT e PSOL em cima do palco

13 out 2026 - 22h20
(atualizado às 22h47)
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Evento em apoio a Lula (PT) no Largo da Batata, em São Paulo
Evento em apoio a Lula (PT) no Largo da Batata, em São Paulo
Foto: ANGÉLICA ALVES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO / Estadão

Pela segunda vez em três dias, eleitores do presidente Lula (PT) se reuniram em São Paulo em manifestações pró-candidato, que disputa o segundo turno das eleições em pouco mais de dez dias. O ato, que aconteceu no Largo da Batata, na região da Faria Lima, Zona Oeste da capital, foi marcado por forte presença de lideranças jovens da esquerda, com discursos direcionados nominalmente a candidatos eleitos pelo PL para cadeiras no Legislativo.

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Deputados eleitos pelo PT e PSOL, como Duda Hidalgo (PT), Natália Boulos (PSOL), Sofia Favero (PSOL), Leonardo Grandini (PT) e Guilherme Cortez (PSOL) discursaram no palco montado no largo. As principais pautas levantadas foram o fim da escala 6 x1, que tem gerado forte embate entre Lula e a bancada da direita, liderada por Flávio Bolsonaro (PL), e o direito das mulheres e pessoas trans.

Alguns opositores citados nominalmente foram Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo, e Eduarda Campopiano (PL), que garantiu vaga como deputada estadual, a mais votada na história do estado.

Grandini afirmou que será “o maior inimigo de Tarcísio de Freitas em São Paulo” e adotou um tom firme ao criticar a própria esquerda, destacando que é preciso colocar fim na “esquerda paz e amor”. O deputado foi aplaudido pelo público, que proferiu xingamentos ao governador e a Flávio Bolsonaro. 

O nome de Campopiano foi citado por Sofia Favero, que prometeu colocar a deputada na “lata de lixo da história” ao citar as pautas transfóbicas levantadas pela representante do PL. Natália Boulos também afirmou que será preciso “amassar os bolsonaristas no Congresso”, em uma referência à forte presença que o partido de direita terá nas casaso do Legislativo para este ciclo de quatro anos. 

Erika Hilton reforçou os pedidos da coligação pró-Lula para intensificar as campanhas de “vira voto” e incentivo a possíveis eleitores do candidato do PT a irem às urnas e diminuírem a quantidade de abstenções, que passou dos 30 milhões no primeiro turno. “Temos o dever de virar voto e reeleger o presidente Lula. Somos chamados à resistência, à valentia. Eles vão perder pela arrogância porque ninguém é capaz de frear um povo que sabe o que está em jogo”, afirmou a deputada reeleita.

Também estiveram no evento o candidato derrotado ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), e as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que também perderam suas vagas no Plenário para opositores da direita ligados a Flávio. O trio, entretanto, não foi protagonista no evento no Largo da Batata.

Fonte: Portal Terra
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