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GO: comício apresenta Aécio como “novo JK” contra “ditadura”

Ato de campanha aconteceu em praça de Goiânia que, em 1983, havia sido palco de comício pelas Diretas Já; PT ainda foi chamado no evento de "nhaca"

21 out 2014
23h21
atualizado em 22/10/2014 às 10h28
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Em comício em Goiânia, Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, falou sobre libertar o País e criticou o tom da campanha da adversária, Dilma Rousseff (PT)
Em comício em Goiânia, Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, falou sobre libertar o País e criticou o tom da campanha da adversária, Dilma Rousseff (PT)
Foto: Janaína Garcia / Terra

Um comício para ajudar a “derrubar mais uma ditadura” e para “eleger o novo Juscelino Kubitschek”: foi esse o tom do ato público pela candidatura à Presidência do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), na noite dessa terça-feira, em uma praça histórica de Goiânia. A Praça Cívica não só é considerada marco histórico da cidade como, há pouco mais de 30 anos, foi um dos palcos da campanha pelas Diretas Já .

A agenda começou pouco depois das 21h – com mais de uma hora e meia de atraso, já que o candidato pegara chuva ao sair de Campo Grande (MS). Na capital sul-matogrossensse, Aécio ironizara resultado da pesquisa Datafolha que o colocou, esta semana, atrás da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT).

Nos discursos, o animador da plateia pediu paciência em mais de uma ocasião em função da demora. "Este é o momento mais importante da democracia brasileira", repetia. Quando o candidato chegou, o anúncio ao microfone de que ele atenderia primeiro os jornalistas provocou uma onda de vaias rapidamente abafada. Em outro momento, o animador havia lido o bilhete de um suposto eleitor pedindo o voto em Aécio a fim de “libertar o Brasil dessa nhaca que é o PT”.  Adiante, o rapaz anunciou que a chegada do presidenciável e do candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), traria “uma chuva de bênçãos” sobre a multidão.

Perillo lembrou do discurso de Tancredo Neves, avô de Aécio, na mesma praça, na campanha das Diretas; salientou “a amizade entre Minas e Goiás” e classificou como “sensível, humanizador” o jeito de governar do tucano. Em seguida, chamou JK de “o mais importante e melhor presidente da história do Brasil” e classificou: “Estamos diante daquele que será o novo JK”.

Bastante rouco, Aécio repetiu o discurso de “libertação do Brasil” e da campanha “de calúnias e infâmias” de que se afirma vítima, por parte dos adversários.

“Subirei as rampas do Palácio do Planalto dia 1º de janeiro de mãos dadas com Marconi”, declarou.

Apesar de o comício ter sido anunciado como “o último ato em praça pública” do candidato, Aécio fará comício nesta quarta-feira em Belo Horizonte, no começo da noite, e tem novo ato na capital mineira agendado para sábado, véspera do segundo turno. Apesar de Dilma ter vencido no primeiro turno em Minas, em Belo Horizonte e região metropolitana a vantagem ficou com o tucano no último dia no dia 5 de outubro. Dilma também tem comício previsto para a cidade no sábado.

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Fonte: Terra
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