vc repórter: professores da Unicamp decidem entrar em greve

Professores e funcionários da USP também declararam paralisação geral das atividades a partir da próxima terça-feira

22 mai 2014
17h07
atualizado em 27/5/2014 às 16h14
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Professores e funcionários da Unicamp decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira, dia 27 de maio. A paralisação geral foi deliberada em diversas assembleias na Cidade Universitária, em Campinas (SP). Os trabalhadores protestam contra determinação da reitoria, que definiu reajuste zero para todas as categorias em 2014. 

Professores votam pela greve em assembleia na Adunicamp
Professores votam pela greve em assembleia na Adunicamp
Foto: Wagner Guidi / vc repórter

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O movimento de docentes e servidores da Unicamp está integrado ao de funcionários da USP e da Unesp. A Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) defende a reposição salarial pelo índice do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de maio de 2013 até abril deste ano, que chega a 7,05%, mais 3%, por conta de perdas anteriores.

No dia 12 de maio, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) se reuniu com representantes do Fórum das Seis (que engloba sindicatos de professores da USP, Unesp, Unicamp e do Centro Paula Souza) e informou que os salários de professores e funcionários técnico-administrativos das universidades estaduais paulistas permaneceria nos valores atuais. A decisão foi divulgada por meio de comunicado no dia seguinte.

Na última quarta-feira, um novo encontro foi realizado entre as duas partes. O Cruesp reiterou sua posição e encerrou as negociações. Com isso, as universidades combinaram uma paralisação de um dia, para definir que rumo tomar. As propostas foram levadas a assembleias dentro das universidades e, na noite do mesmo dia, docentes e servidores da USP declararam greve. 

Segundo a Adunicamp (Associação de Docentes da Unicamp), a Unesp não se posicionou sobre a adesão à greve até o momento porque as assembleias na universidade ainda estão em andamento. A associação explicou que o grande número de campi fará com que a deliberação se estenda por até quatro dias. Entretanto, a entidade afirmou que, até onde foi informada, todas as assembleias finalizadas na Unesp decidiram pela greve a partir do dia 27.

A Adunicamp informou ainda que, entre esta sexta-feira e segunda-feira, representantes da associação vão acompanhar reuniões em unidades da Unicamp para organizar o início da paralisação geral.

Em nota oficial, a Unicamp reiterou comunicado do Cruesp  emitido na última quarta-feira. “Com a confirmação da arrecadação efetiva do ICMS de abril, os níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento passaram a ser 95,42% na Unesp, 97,33% na Unicamp e 105,33% na USP, o que levou o Cruesp a prorrogar a discussão da data-base para setembro/outubro deste ano”, reproduziu a universidade. 

O leitor Wagner Guidi, de Limeira (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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