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USP divulga resultado de consulta pública de eleição para reitor; saiba quem teve mais votos

Eleição será no dia 27; votos desta terça-feira têm apenas caráter indicativo para a assembleia que vai eleger a lista tríplice

18 nov 2025 - 20h48
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O professor da Faculdade de Medicina Aluísio Segurado foi o mais votado na consulta feita a professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) nesta terça-feira, 18, sobre a preferência para ocupar o cargo de reitor da instituição. Ele teve 4.969 votos, seguido da ex-diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Ana Lúcia Duarte Lanna, que recebeu 4.062 votos.

A consulta à comunidade universitária tem apenas caráter indicativo à Assembleia Universitária, que vai, de fato, escolher o reitor no dia 27 de novembro. Fazem parte dela integrantes do Conselho Universitário, órgão máximo administrativo da USP, dos Conselhos Centrais, das Congregações das unidades e dos Conselhos Deliberativos dos museus e institutos especializados.

São cerca de 2 mil eleitores, em sua maioria, professores, mas há também representantes de alunos e funcionários. Eles escolhem uma lista tríplice que será enviada para escolha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Tradicionalmente, o mais votado pela USP é o escolhido.

Já na consulta desta terça podiam votar todos os estudantes de graduação e de pós-graduação matriculados na universidade e ainda todos docentes e servidores técnicos e administrativos da ativa. Mais de 12 mil participaram.

Ana, Segurado e Marcílio disputam a eleição para reitor da USP.
Ana, Segurado e Marcílio disputam a eleição para reitor da USP.
Foto: Taba Benedicto/Felipe Rau/Estadão / Estadão

A chapa que tem o professor da Escola Politécnica Marcilio Alves como candidato ficou em terceiro lugar, com 1.967 votos no total. Ela foi a única cuja quantidade de votos foi maior entre os alunos.

Já Segurado e Lanna tiveram mais votos dos servidores, numa quantidade muito próxima do que receberam de professores.

Em entrevista ao Estadão, Segurado, que é ex-reitor de graduação da universidade, afirmou que a contratação recente de mais de 900 novos docentes - algo inédito na última década, após anos de déficit de profissionais - traz uma oportunidade de inovação no ensino da USP. "É o momento de mobilizarmos toda a energia dessa juventude para promover as mudanças que, em um quadro cristalizado, às vezes são mais difíceis de serem alcançadas", disse. Sua candidata a vice é a ex-diretora da Escola Politécnica Liedi Légi.

Ana Lanna, que foi pró-reitora de Diversidade e Inclusão, afirmou que quer investir na formação de professores para que a lousa e o giz deixem de dominar as aulas na mais conceituada universidade do País. Para ela, é "cruel" que os jovens precisem ficar quatro horas diante de uma aula expositiva. "Se o vídeo não pode ter mais do que 30 segundos no Instagram… Não quero chegar a isso, mas não posso desconhecer que esse é o ritmo que as pessoas vivem no mundo real hoje." O ex-diretor do Instituto de Química Pedro Vitoriano de Oliveira é o candidato a vice-reitor.

Ambos estão ligados à atual gestão do reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.

O engenheiro mecânico Marcílio Alves acredita que parte do desinteresse atual dos jovens com a universidade vem da "falta de vida" do câmpus, que se intensificou no pós-pandemia. "Os alunos faziam projetos aqui, construíam aqui, discutiam mais. Quando há pouco diálogo, quando o ambiente fica mais isolado, é ruim para a universidade", afirmou ao Estadão. A chapa tem como postulante a vice-reitora a professora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA-USP) Silvia Pereira de Castro Casa.

Estadão
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