MG: aluna teria sido expulsa de escola por pintar cabelo de azul
MG: aluna teria sido expulsa de escola por pintar cabelo de azul
- Ney Rubens
- Direto de Belo Horizonte
Uma estudante de 16 anos, aluna no segundo ano do ensino médio, teria sido expulsa da escola por ter pintado os cabelos de azul, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. É o que denuncia Guilherme Diamantino, pai de Isabella Fujocka Diamantino, que é advogado. Ele conta que a filha estudava no Colégio Cenecista Doutor José Ferreira desde agosto do ano passado e nunca teria tido problemas de indisciplina. "Ontem ela me ligou chorando e contou que tinha sido retirada de dentro da escola", disse.
Diamantino afirmou que a filha havia dito, um dia antes, na segunda-feira, que o diretor da escola, Danival Roberto Alves, a teria chamado em sua sala e afirmado que ela e uma amiga, que tinha raspado parte do cabelo, não poderiam mais frequentar às aulas. "Chegamos lá, o professor Danival foi claro", afirmou Isabella. "Ele disse que nós não nos enquadrávamos no regulamento do colégio e que tínhamos até o dia seguinte para nos enquadrarmos ou poderíamos nos sentir à vontade para nos retirarmos da escola".
De acordo com Diamantino, a filha pintou os cabelos de azul em janeiro desse ano e desde o primeiro dia de aula não havia tido problemas por causa da cor. "Achei errado eles terem feito isso sem terem me comunicado. Na segunda-feira à tarde estive na escola e não foi isso que combinamos, ele poderia ter dado um tempo para que eu conseguisse outra escola para ela".
O pai comentou que na conversa com o diretor ele disse que o regimento disciplinar da escola determina que os cabelos dos alunos estejam dentro "de uma normalidade racional". "Ele me mostrou o regimento e isso estava escrito lá". "Agora uma escola que está preocupada com a cor do cabelo não é uma escola que quero que minha filha estude".
Na quarta-feira o advogado conseguiu matricular a filha em outra escola, mas hoje "ela não quis ir por causa da repercussão da expulsão", disse. "Ela ainda está muito chateada", concluiu o pai.
O diretor da escola não foi encontrado para comentar o assunto. Segundo uma secretária, ele está viajando e ninguém da escola quis se pronunciar. O pai de Isabella disse que não pretende mover ação contra o colégio.