Governo de SP: 200 escolas estaduais reabriram nesta terça

Rede tem 5,6 mil unidades; maior parte dos colégios registrou procura de 10% a 15% dos estudantes

8 set 2020
18h11
atualizado às 18h28
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Salas de aula vazias por conta da pandemia do novo coronavírus
Salas de aula vazias por conta da pandemia do novo coronavírus
Foto: DIRCEU PORTUGAL / FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Duzentas escolas estaduais reabriram nesta terça-feira no Estado de São Paulo para atividades presenciais, depois de mais de cinco meses fechadas para conter a disseminação do novo coronavírus. O balanço foi informado pela Secretaria da Educação do Estado no fim da tarde.

A rede estadual tem, ao todo, 5.667 escolas estaduais, mas nem todas essas unidades têm aval para abrir, já que a autorização depende das prefeituras e da permanência por 28 dias na fase amarela do plano de reabertura do governo paulista .

Segundo a Seduc, nessas 200 unidades, houve atendimento a estudantes e a maioria das escolas registrou procura de 10% a 15% dos alunos. Boa parte das unidades que reabriu nesta terça está em municípios como Sorocaba, São Carlos e Piracicaba, regiões que, segundo a pasta, já haviam indicado intenção de retomar as atividades presenciais antes.

Para Henrique Pimentel, subsecretário de articulação regional da Secretaria de Educação, o número de unidades que voltaram é considerado bom. "Algumas receberam estudantes gremistas, estudantes acolhedores, até para bolar o plano de reabertura. É um retorno lento, gradual, sem pressa para as escolas." Em setembro, a volta é facultativa e não serão oferecidas atividades curriculares. O retorno com as aulas está previsto para o mês de outubro.

Segundo Pimentel, embora a procura dos estudantes tenha ficado na faixa dos 15%, houve unidades que registraram interesse de mais alunos pelo retorno presencial nesta terça. "Tivemos escolas que nem conseguiram atender todo o contingente hoje e fizeram um modelo de revezamento. A maior demanda que tivemos foi em São Carlos, onde as escolas já estavam mais organizadas, fizeram seus planos."

Em Sorocaba, por exemplo, houve retorno das atividades presenciais em parte das escolas particulares. Entre as escolas públicas estaduais, apenas algumas, como a E.E. Profa. Ana Cecília Martins, abriram as portas para um número reduzido de alunos. Ainda assim, eles não tiveram aulas. "Foi mais para explicar como é que vai funcionar a partir de agora, com poucos alunos em cada classe, as carteiras distantes umas da outras, com medição de temperatura, álcool gel, sem contato nenhum", disse a estudante Silvia Delgado, de 13 anos.

Na E.E. Antonio Padilha, na região central, uma das mais tradicionais da cidade, o estudante Luan Santos Santana, de 16 anos, era o único aluno presente na manhã desta terça. Mas isso tinha uma explicação: ele é filho do zelador da escola, Dorivaldo Santana, e mora no prédio. "Mesmo estando dentro da escola, só tenho assistido aulas à distância e feito lições pelo celular", disse o adolescente. A administração informou que a escola ainda está sendo preparada para a volta às aulas e que os pais serão avisados.

Na E.E. Fernando Rios, a direção estava apenas cadastrando os pais que querem levar os alunos para aulas presenciais de reforço. A prioridade é para estudantes sem acesso à internet ou com dificuldade para absorver os conteúdos. Só podem comparecer alunos que não estão nos grupos de risco. Além disso, o pai ou responsável deve levar o filho e esperar por ele até o fim da aula.

 

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Estadão
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