Maioria dos inscritos no Enem não conseguirá vaga no ensino superior

O ministro Aloizio Mercadante reconhece que existe demanda que não será atendida no ensino superior, mas garante que o MEC está ampliando as vagas

7 jun 2013
16h17
atualizado às 16h18
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 recebeu número recorde de inscrições, mas a maioria dos candidatos não conseguirá vaga no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Foram 7.173.574 inscrições confirmadas. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o número de vagas nas universidades é 1,1 milhão. "Uma parte importante dos participantes não poderá entrar através do Enem na universidade", disse nesta sexta-feira em coletiva com a imprensa.

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A nota do Enem não é usada apenas pelo Sisu. Serve para concorrer a vagas em instituições privadas de ensino superior, por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, é requisito no Programa Ciência sem Fronteiras e serve também para o estudante receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O exame é usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes maiores de 18 anos que não têm o documento.

O governo reconhece que existe uma demanda que não é atendida. "O Ministério da Educação administra 22 mil obras. Construiu 3 milhões de metros quadrados para expandir a rede federal de ensino e não damos conta da demanda". Para atender os estudantes, Mercadante diz que o ensino privado e a educação a distância são foco de investimento do ministério, com ações como o Prouni e Fies. Segundo o Censo da Educação Superior de 2011, as instituições privadas atendiam a 88% do ensino superior.

Mercadante destaca o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) como alternativa para complementar o ensino superior. "Quem não tem uma especialização tecnológica profissionalizante deve procurar este caminho e deve continuar disputando o Enem e tentar uma vaga na universidade".

O ministro ressaltou que o número de inscritos no Enem é uma vitória para o País: "o brasileiro está querendo estudar e sabe que tem que estudar mais", disse.

O investimento em educação aumentou de 2000 para 2011. Segundo dados divulgados hoje, em 2011 foram investidos em educação o equivalente a 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2000, a porcentagem era 4,7%. Em tramitação no Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação (PNE) - que traça metas a serem cumpridas pelo setor nos próximos dez anos - estabelece que 10% do PIB devem ser investidos em educação.

"Para continuarmos nesse ritmo de crescimento, eu só vejo uma alternativa, os recursos do pré-sal", disse, referindo-se ao projeto de lei enviado ao Congresso pela presidenta Dilma Rousseff. O PL 5.500/13 destina os recursos do petróleo para a educação.

Enem
As provas do Enem 2013 serão aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro em todos os Estados e no Distrito Federal. A nota do Enem pode ser usada, por exemplo, para classificação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior e também para concorrer a vagas em estabelecimentos privados de ensino, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni).

Enem 2013 Datas
Início das inscrições 13 de maio
Fim das inscrições 27 de maio
Pagamento da taxa de R$ 35 até 29 de maio
Primeiro dia de provas 26 de outubro, das 13h às 17h30
Segundo dia de provas 27 de outubro, das 13h às 18h30
Gabaritos Até o dia 30 de outubro

Os estudantes maiores de 18 anos que ainda não obtiveram a certificação do ensino médio podem fazê-lo por meio do Enem. Eles devem pedir, no ato da inscrição, que o resultado do exame seja usado para a certificação. De acordo com o balanço do MEC, 849 mil inscritos solicitaram a certificação.

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Agência Brasil Agência Brasil

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