Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Documentário mostra limites da tecnologia na sala de aula

Filme mostra que comprar novos equipamentos tecnológicos não significa, necessariamente, melhoria no ensino

10 fev 2015 - 10h12
(atualizado às 10h13)
Compartilhar
Exibir comentários
<p>Aproveitamento das ferramentas tecnológicos exige atualização de métodos de ensino, argumenta documentário</p>
Aproveitamento das ferramentas tecnológicos exige atualização de métodos de ensino, argumenta documentário
Foto: Do Giz ao Tablet / Santo Caos / Reprodução

Lousa digital, salas de cinema, tablets e salas 3D. Com investimento em tecnologia, escolas acreditam estar se modernizando, mas não acompanham a maior mudança provocada pela revolução digital: as novas formas de pensar e educar. “Por conta das tecnologias digitais, o aluno é levado a pensar muito mais do que o aluno antigo, que precisava decorar o conteúdo. Ele cria em cima do conteúdo”, explica o professor e mestre em tecnologia educacional Eugênio Cunha.

A simples presença das tecnologias em sala de aula, portanto, não representa melhorias para o ensino. Do Giz ao Tablet é um documentário que ouviu alunos, pais e professores sobre a modernização das escolas. Na opinião de Guilherme Françolin, publicitárioe e sócio-diretor da Santo Caos, consultoria que produziu o filme, a escola brasileira precisa mudar. “A tecnologia deixou a aprendizagem um pouco mais palpável, a sala de aula está mais interativa, mas não o suficiente”. 

“A geração atual quer tudo ao mesmo tempo. A ideia do documentário era entender como os jovens e os novos pais estão lidando com essas mudanças na educação”, conta Françolin. “É nítida, no olhar do aluno, a comparação com as tecnologias usadas fora da escola. Eles têm uma tendência de querer tudo mais rápido e, quando a escola não dá isso, acham maçante”, concorda o professor Cunha.

O modelo atual de educação, no qual o aluno assiste a aulas de 50 minutos e faz provas como forma de comprovar o conhecimento, é apontado por Françolin como um dos maiores problemas das escolas no Brasil. “Entrar e ficar preso em um local, vendo o professor falar, sem a construção coletiva é o contrário do comportamento dessa geração fora da sala de aula”, justifica.

O professor Cunha explica que a tecnologia nas escolas é utilizada de forma incorreta, sem a exploração completa do potencial dos equipamentos. “As novas tecnologias digitais são utilizadas como se fossem tecnologias analógicas. O potencial da ferramenta não é explorado. O tablet, por exemplo, se transforma em um livro de registro, apesar de ter muitos outros recursos”, esclarece.

Para Françolin, a pesquisa que realizou mostra que os professores se adequam ao modelo já existente, à linha pedagógica da escola, e os alunos mantêm uma insatisfação crescente. “Eles seguem o que a escola impõe. Apesar de querer diferente, querer aprender e se divertir, não conseguem gostar”, explica. Cunha aponta o currículo rígido como um dos fatores que desapontam os alunos de hoje. “As escolas estão bem aquém da expectativa do aluno contemporâneo e as aulas ainda são muito tradicionais”

Do Giz ao Tablet

“Se fizéssemos um relatório ou um livro, perderíamos muito. O vídeo era a melhor forma de fazer isso”, diz Françolin, sobre o documentário que produziu. Foram três meses e meio de gravações com escolas, professores, pais e alunos. Françolin e os colegas, também publicitários, confessam ter iniciado a pesquisa com a esperança de encontrar diferenças no cenário educacional brasileiro. “Achamos que veríamos uma revolução e foi uma mudança que não encontramos”. O documentário pode ser visto gratuitamente no YouTube.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra