Design thinking: entenda a origem e o que significa

Design thinking serve para identificar e analisar situações; método alia emoção e cognição

20 mar 2020
17h50
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O conceito de design thinking, traduzido como o modo de pensar de um designer, tem seus primórdios na década de 1970 com a publicação do livro Experiences in Visual Thinking, do professor Robert H. McKim. Docente do departamento de Engenharia da Universidade Stanford, McKim propôs impulsionar o raciocínio com um modo visual de pensamento fundamentado em três elementos principais: ver, imaginar e desenhar. A integração dos processos ampliaria os métodos de discernimento sobre os mais diferentes temas e, consequentemente, resultaria em formas mais eficientes de resolução de problemas. 

Na década seguinte, o termo design thinking seria popularizado com o trabalho de outro professor de Stanford, Rolf Faste. Diretor do programa de design da instituição de 1984 a 2003, Faste promoveu a ideia por meio de cursos nos quais buscava desenvolver as habilidades inovadoras dos estudantes. Ele fazia isso mapeando as necessidades humanas e mostrando como a mente e o corpo influenciavam a criatividade.

Dos cursos de produção visual, o design thinking saltou para manuais e guias de gestão com base na premissa de que a união de aspectos cognitivos e emocionais é importante para identificar, analisar e resolver problemas. Hoje, essa abordagem é usada no dia a dia de empresas de diversos segmentos. 

Com o design thinking, sai de cena a fria abordagem administrativa baseada em números e dados estatísticos e ganha espaço a observação das pessoas e a compreensão do entorno como fontes de inspiração. Ao mesmo tempo, a multidisciplinaridade torna-se indispensável. A parceria entre profissionais de áreas de conhecimento distintas é fundamental para incentivar o ambiente inovador nas instituições. 

Conheça as três principais etapas:

Imersão 

É o momento em que o problema a ser resolvido precisa ser conhecido ao máximo. Valem pesquisas exploratórias, observações e entrevistas para colher a maior quantidade de informações possível. 

Ideação 

Com os conhecimentos obtidos na imersão, passa-se a elaborar propostas. Usa-se a técnica de brainstorming, traduzida como "tempestade de ideias". O objetivo é ser um "vale-tudo", sem ideias censuradas e com a maior produção possível de dados. No fim, pode-se definir o que se obteve de dúvidas, suposições e certezas para a resolução do problema.

Prototipação

Aqui as ideias tomam forma, tornando-se visíveis e tangíveis para serem melhor assimiladas e aprimoradas. Podem ser desenvolvidas representações visuais com desenhos ou fotografias que indiquem a aplicação gradual de uma ideia, denominados storyboards; reproduções em papel, massa de modelar ou elementos que mostram um produto de forma tridimensional com o máximo grau de realismo; e maquetes, nas quais um projeto é retratado em uma escala proporcional ou mesmo real.

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Estadão
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