Bolsonaro pediu para não ver dados sobre falha no Enem

Erro no Enem levou a dezenas de ações judiciais, atraso no cronograma de programas como o Sisu e ProUni e gerou questionamentos

3 fev 2020
19h25
atualizado às 20h19
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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que pediu para não ver dados sobre falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por estar com a "cabeça cheia". "Ele (o ministro da Educação, Abraham Weintraub) queria apresentar para mim os dados. Eu não quis, (estava) com a cabeça cheia. Hoje eu saturei. Não conversei", disse o presidente.

Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub, ministro da Educação.
Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub, ministro da Educação.
Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Bolsonaro e Weintraub viajaram juntos a São Paulo nesta segunda, 3 - uma ofensiva, tanto de parlamentares como de aliados do presidente, para a demissão do ministro se intensificou após a série de erros no Enem. Em declaração em frente ao Palácio do Alvorada, quando retornou a Brasília, o presidente minimizou as falhas relatadas por milhares de estudantes sobre a prova. "Quase em todos os ano têm problema. Representa menos de 'zero vírgula alguma coisa' o problema", disse ele.

O presidente chegou a dizer que as falhas poderiam ser resultado de uma "sabotagem", apesar de não ter apresentar qualquer evidência.

Apesar de o presidente minimizar a situação, a falha trouxe consequências para os 3,9 milhões de participantes da prova. Já que o cronograma de programas, como o Sisu e o Prouni, tiveram de ser suspensos por determinação judicial até que o ministério comprovasse documentalmente ter garantido a recorreção das provas.

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Estadão
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