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1ª fase da Unesp 2024 tem geografia mais difícil e muitos temas atuais

Professores avaliaram a primeira fase do vestibular como dentro do esperado para os padrões da banca. Surpresa ficou por conta de Geografia e Biologia

16 nov 2023 - 12h22
(atualizado às 16h28)
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A primeira fase da Unesp 2024, aplicada nesta quarta-feira (15) não foi uma grande surpresa para os milhares de candidatos que fizeram a prova e que haviam praticado com edições passadas. Para os professores ouvidos pelo GUIA DO ESTUDANTE, a banca repetiu a fórmula de anos anteriores ao elaborar uma primeira fase bem escrita, contextualizada e atual.

Foto: Antonio Scarpinetti/SEC Unicamp/Divulgação / Guia do Estudante

"A Unesp sendo Unesp", resume Wander Azanha, diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante. As únicas surpresas ficaram por conta da prova de Geografia, mais difícil que o habitual, e Biologia, pouco contextualizada e mais restrita.

Confira abaixo a análise da prova por disciplina, com colaboração dos professores do Oficina do Estudante e Curso Anglo.

Língua Portuguesa e Literatura

Uma prova clássica da Unesp, com questões de interpretação de texto, gramática e literatura. Os textos eram acessíveis e contemplavam múltiplos gêneros como crônica, fábula, charge e até memes. Em gramática, os candidatos se depararam com questões de pronomes e transposição de discursos. Análise sintática, que costuma ser uma constante ao longo das edições, apareceu menos. Em Literatura, professores observaram uma tendência ao arcadismo e neoclassicismo, mas também apareceram referências a Machado de Assis.

Em síntese, uma prova diversificada e que exigia competência leitora.

Inglês

As três questões da prova de inglês eram essencialmente interpretativas e exigiam conhecimento vocabular. Para contextualizar, foram utilizados memes, textos jornalísticos e uma tirinha. Prova de nível intermediário.

Filosofia e Sociologia

As provas de Filosofia e Sociologia da Unesp trataram de temas sociais associados, principalmente, à questão da ética. Em Sociologia, uma das questões tinha como contexto a uberização. Já em Filosofia, duas questões eram interdisciplinares com ciência e matemática. No geral, provas simples e bastante interpretativas. A avaliação em Sociologia foi um pouco mais rasa, na visão do diretor do Curso Anglo, Sérgio Paganim.

História

Uma prova pouco conteudista, por não exigir conhecimentos específicos da disciplina. Apesar disso, cumpria bem a função de avaliar o aluno ao exigir interpretação de variados períodos históricos. Assim como ocorreu na primeira fase da Unicamp 2024 e no Enem, temas sociais como a condição da mulher e dos escravizados estiveram bastante presentes. No geral, uma avaliação de nível médio.

Geografia

A prova de Geografia pode ser considerada a grande surpresa desta edição pelo nível de dificuldade acima do observado em anos anteriores. Além de exigir uma grande capacidade interpretativa do candidato, ela abordou uma boa diversidade de temas como geografia física, cartografia, bacia hidrográfica, solo, geopolítica e conflitos. Em termos de atualidades, uma das perguntas falava a respeito do "soft power" exercido pela Coreia do Sul com a banda de K-Pop BTS e o filme premiado Parasita. Outra questão tratava da Otan e sua influência no Leste Europeu.

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Matemática

Uma prova nada excepcional, na avaliação dos professores. Temas clássicos e simples da Matemática como porcentagem, cálculo de área e equação de segundo grau foram cobrados. Para o professor Mário Fernandes, do Oficina do Estudante, a única questão que fugiu do esperado foi a que tratou do ChatGPT, pela interdisciplinaridade com Língua Portuguesa.

De modo geral, uma prova fácil.

Biologia

Sérgio Paganim, do Anglo, afirma que professores de Biologia não tiveram uma boa impressão da prova. As questões foram muito diretas e pouco analíticas, além de se restringirem apenas à ecologia e fisiologia humana. Botânica e parasitologia, que costumam aparecer na Unesp, dessa vez ficaram de fora. Apesar disso, a avaliação de Gustavo Camacho, do Oficina do Estudante, é que a banca manteve uma prova inteligente e interdisciplinar.

Física

A prova de Física, assim como a de Geografia, foi lida por professores como mais difícil. Os candidatos encontraram questões de cinemática, dinâmica, ótica com índice de refração, eletromagnetismo e eletrostática. A interdisciplinaridade com outras áreas, como Biologia, também chamou a atenção. No geral, as questões eram mais diretas e exigiam interpretação de imagens e gráficos.

Química

A prova de Química apresentou uma boa abrangência de conteúdos - entre eles, alguns já esperados como estequiometria, reações orgânicas e termoquímica. Algumas questões também pediam interpretação de imagens. A dificuldade ficou por conta das perguntas que exigiam cálculo e eram mais trabalhosas.

Colaboraram:

Oficina do Estudante: Wander Azanha, diretor pedagógico; Sebastian Fuentes, professor de Geografia; Vinicius Teixeira, professor de Linguagens; Silvio Sawaya, professor de Humanidades; Felipe Melo, professor de História; Mário Fernandes, professor de Matemática; Tathiana Guizellini, professora de química; Gustavo Camacho, professor de biologia; Isac Silva, professor de inglês; Márcio Miranda, professor de Física.

Curso Anglo: Sérgio Paganim, diretor do Curso Anglo.

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