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Dúvidas sobre recuperação de jogadores preocupam torcedores da Noruega antes de jogo com Brasil

2 jul 2026 - 10h23
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Enquanto a Noruega se prepara para enfrentar ‌o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo neste domingo, o gerenciamento do cansaço dos jogadores tornou-se uma questão central.

O artilheiro Erling Haaland marcou o gol decisivo aos 41 minutos do segundo tempo na vitória da Noruega por 2 x 1 contra a Costa do Marfim na terça-feira, mas disse depois que estava "exausto" e ⁠não teria conseguido jogar a prorrogação.

Tanto Haaland quanto o capitão Martin Odegaard, que, como muitos ‌jogadores, vêm de temporadas longas e intensas por seus clubes, foram poupados na última partida da Noruega na fase de grupos contra a França, que terminou em ‌derrota por 4 x 1.

Mas o técnico Stale Solbakken ‌disse que Haaland estava "no limite" no início do segundo tempo contra os marfinenses, ⁠o que causou preocupação aos torcedores da Noruega antes do confronto com o Brasil.

"É possível reverter o estresse crônico que se acumulou ao longo do torneio, ou nas últimas uma ou duas temporadas? Não", disse Dom Rae, formado em medicina do esporte e do exercício físico que trabalha com o Al Nasr dos Emirados Árabes Unidos.

"Esses ‌jogadores, especialmente os principais, disputaram muitas partidas", disse Rae. "Eles estão com fadiga crônica. Não dá ‌para reverter isso em cinco ⁠dias. Mas certamente é ⁠possível recuperar um nível significativo de energia até o início da partida."

Brasil e Noruega enfrentaram, no ⁠mínimo, desafios semelhantes devido à programação de ‌viagens e ao clima nas ‌cidades-sede da Copa. O Brasil tem um intervalo de seis dias antes da próxima partida, e a Noruega, de cinco.

"O que geralmente observamos no desempenho esportivo é que o pico de fadiga ocorre por volta das 48 horas", disse Rae. "Para ⁠alguns, isso pode se estender até 72 horas. Mas, com 96 horas, no quinto dia, todos já estão praticamente de volta ao normal."

"Na verdade, eu prefiro o intervalo da Noruega aqui do que o do Brasil", disse ele. "Quando você tem apenas três ou quatro dias, é simples: descansar, ‌se recuperar, se preparar, jogar. Mas quando você tem cinco ou seis dias, a coisa fica complicada. Não dá para treinar muito forte porque a partida está muito ⁠próxima, mas é tempo demais para ficar sem fazer nada."

Após a partida da fase de grupos contra o Iraque, a Noruega deixou o elenco passear e conhecer Nova York durante os dias de folga. Rae disse que isso traz benefícios.

"Andar por Nova York é cansativo, mas o cérebro controla o estresse, os hormônios e o sono. Se você está psicologicamente feliz, esse impulso emocional é tão importante quanto o puro descanso físico. Foi uma escolha calculada e necessária do técnico."

Ele rebateu quem reclama das pausas para hidratação que estão acontecendo na Copa do Mundo, mesmo quando a temperatura não exige isso.

"Os jogadores estão perdendo líquidos, eletrólitos e açúcares, e a utilização de glicogênio está aumentando porque as temperaturas estão mais altas e os jogos estão ficando mais difíceis", disse Rae.

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