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Dormir demais pode acelerar a perda de mobilidade em homens idosos, aponta estudo

Dormir demais na terceira idade pode acelerar o declínio físico e comprometer a autonomia diária de homens acima dos 60 anos

23 jun 2026 - 12h10
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Dormir bem é um dos pilares mais comentados para garantir uma vida saudável em qualquer idade. No entanto, passar tempo demais na cama pode trazer consequências inesperadas para o corpo. Um estudo publicado pelo Journal of the American Medical Directors Association trouxe um alerta importante sobre esse hábito. A pesquisa demonstrou que homens com mais de 60 anos que dormem mais de nove horas por noite podem apresentar perda mais rápida da mobilidade ao longo dos anos.

Idosos dormindo
Idosos dormindo
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

O impacto na velocidade da caminhada é o ponto central da descoberta científica. Esse fator serve como um termômetro essencial para avaliar a fragilidade e a saúde geral na terceira idade. O declínio na locomoção acende um sinal vermelho para a perda de independência na rotina diária dos idosos.

O impacto do sono prolongado na mobilidade

A investigação foi conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, conhecida como UFSCar. O trabalho ocorreu em parceria com a University College London, reunindo especialistas internacionais. Os estudiosos analisaram dados de 1.582 homens e 1.626 mulheres com 60 anos ou mais. Todos os voluntários iniciaram o monitoramento sem qualquer problema preexistente relacionado à velocidade de marcha.

O grupo de cientistas acompanhou mais de 3 mil idosos durante oito anos seguidos. Os dados fazem parte do Estudo Longitudinal Inglês sobre Envelhecimento, conhecido pela sigla ELSA. Essa base monitora aspectos como saúde, bem-estar e qualidade de vida desde 2002 na população idosa. Os resultados revelaram uma diferença marcante entre as reações de homens e mulheres ao tempo de repouso diário.

Diferenças entre homens e mulheres na pesquisa

Segundo os resultados, os homens que costumavam dormir mais de nove horas por noite apresentaram uma redução significativa na velocidade da marcha. Esse grupo chegou a perder até 25% da velocidade inicial ao longo do período analisado. Por outro lado, o público feminino mostrou um comportamento biológico completamente diferente. Entre as mulheres, os cientistas não observaram a mesma relação entre sono prolongado e perda de mobilidade.

Os pesquisadores explicam que, embora essas pessoas passem mais tempo deitadas dormindo, a qualidade desse descanso costuma ser ruim. O sono prolongado na terceira idade costuma ser mais fragmentado e com menos fases profundas de descanso efetivo. Essa quebra no ciclo do sono afeta diretamente o equilíbrio hormonal masculino de forma silenciosa.

Fatores biológicos que explicam o declínio físico

A baixa qualidade do repouso prolongado pode afetar a produção de testosterona. Esse hormônio é fundamental para a manutenção da massa muscular nos homens. Com a redução hormonal, o corpo perde a capacidade de manter os músculos fortes e saudáveis.

Além disso, o sono prolongado também está associado ao aumento de processos inflamatórios comuns no envelhecimento. Essa condição inflamatória crônica pode favorecer a perda de força e de massa muscular. Esses fatores estão diretamente ligados à capacidade de locomoção, exigindo atenção redobrada dos médicos e dos próprios idosos com a rotina de descanso.

Perfil Brasil
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