Dongfeng - DFM é a 7ª marca chinesa a confirmar presença no mercado brasileiro de caminhões
Grupo anunciou chegada de seus caminhões em 2028 e poderá buscar parceiro para fabricar seus veículos no País
A chinesa Dongfeng (DFM) planeja vender caminhões no Brasil a partir de 2028, sendo a sétima marca do país a ingressar no mercado nacional. Dona de 16% do mercado chinês e com portfólio alinhado ao padrão Euro 6, a empresa estrutura sua cadeia de fornecedores antes de investir. Para analistas, embora os produtos sejam consolidados, o principal desafio da marca será superar as montadoras tradicionais e garantir uma rede confiável de pós-venda e peças de reposição.
A DongFeng, do Grupo DFM, poderá ser a sétima marca chinesa a vender caminhões no mercado brasileiro. Depois de JAC, Foton, Farizon, GWM, XCMG e Sany, a empresa revelou esta semana que pretende iniciar as vendas de seus veículos de carga por aqui em 2028.
Segundo apurou a reportagem do Jornal do Carro, o plano da Dongfeng - DFM é entrar no mercado de veículos comerciais com sua divisão de caminhões. "Projetamos o início desta operação somente em 2028. Produzir veículos comerciais no Brasil é um desafio maior, pois além da necessidade de organizar uma cadeia específica de fornecedores, temos que observar o comportamento do mercado antes de definir investimentos", disse Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas, em conversa com jornalistas.
Line-up de caminhões da Dongfeng é completo na China
No mercado asiático, a Dongfeng oferece um portfólio completo de veículos comerciais, com picape, vans, caminhões leves, médios e pesados movidos a diesel a baterias. Um dos destaques dos produtos da marca é o cavalo mecânico GX PRO, que tem trem de força com motor Cummins diesel e transmissão automatizada ZF.
O modelo é equipado com o motor Z14E560, fabricado em parceria com a Cummins na China. O propulsor tem 14 litros, seis cilindros em linha e 560 cavalos de potência com padrão de emissões que obedecem às regras Euro 6/Proconve P8, em vigor no Brasil.
A participação do grupo DFM no mercado chinês é de 16%, a quarta maior do país em um universo de mais de 4 milhões de unidades por ano, disputando um lugar no pódio com Shacman, FAW e Foton.
Para o especialista Fabio Ferraresi, consultor da Power Systems Research, a DMF oferece produtos consolidados no mercado, mas vai precisar conquistar a confiança do transportador brasileiro.
"O produto é bom. Bem consolidado na China. Não vai ser um bloqueador. Mas para caminhão isso é uma parte pequena da equação. Antes mesmo da primeira compra, o transportador precisa acreditar que terá peça de reposição, rede de atendimento, pós-venda e valor de revenda", diz o especialista.
Ferraresi acredita que a investida das marcas chinesas de caminhões no Brasil é grande, mas não representa uma saturação do mercado. "Acho que eles estão fazendo mais barulho do que impacto. A própria DFM anunciou mais de 60 concessionárias, 30 grupos para as marcas de leves e até agora não vimos nada de concreto na rua", diz o consultor.
"Para os pesados eu iria mais devagar ainda. As montadoras europeias de caminhões tem clientes cativos e as chinesas devem brigar entre si pelos 'early adopters' de chineses em um primeiro momento", conclui o especialista.
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