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Donald Trump descarta cessar-fogo no Irã e critica atuação de aliados da Otan

Presidente dos Estados Unidos defende continuidade das operações militares e solicita apoio de China e Japão na segurança do Estreito de Ormuz

20 mar 2026 - 18h48
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Nesta sexta-feira (20), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende estabelecer um cessar-fogo no Irã. A declaração ocorre na véspera de o conflito completar sua quarta semana, sem indicações de negociações para o término das hostilidades. Em conversa com jornalistas antes de embarcar para a Flórida, o republicano declarou que o diálogo é possível, mas rejeitou a interrupção das atividades militares no estágio atual da ofensiva.

Donald Trump e Marco Rubio
Donald Trump e Marco Rubio
Foto: Heather Diehl/Getty Images / Perfil Brasil

Um dos pontos centrais da crise é o Estreito de Ormuz, via controlada por Teerã que permanece fechada desde o início das incursões militares de Estados Unidos e Israel. O canal é responsável pelo trânsito de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. O bloqueio da rota tem gerado aumento nos preços dos combustíveis e derivados, elevando os índices de inflação em diversos países, inclusive nos Estados Unidos.

Donald Trump sugeriu que a China e o Japão deveriam colaborar na garantia da segurança marítima na região. Apesar das baixas registradas na liderança do regime iraniano, o Irã mantém ataques contra Israel e bases militares americanas situadas em países do Golfo.

Por meio de sua rede social, Truth Social, o presidente norte-americano utilizou termos rígidos para classificar a postura dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Trump afirmou que os países da aliança não participaram das ações para impedir que o Irã desenvolvesse capacidades nucleares nem colaboraram na reabertura do Estreito de Ormuz.

Embora nações como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Holanda tenham sinalizado disposição para auxiliar na liberação da via marítima, o governo dos EUA sustenta que não houve uma definição clara sobre como esse apoio seria executado. Na quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, já havia manifestado descontentamento com a postura dos parceiros europeus.

A tensão entre a Casa Branca e a Otan ocorre em um momento em que o preço do seguro das embarcações inviabiliza o comércio na região, mesmo com passagens ocasionais de navios. Trump reiterou que a reabertura do estreito é uma manobra militar necessária para a redução dos preços internacionais do petróleo, ligando o sucesso da operação à estabilidade econômica global antes das eleições legislativas de novembro.

Perfil Brasil
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