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Segundo estudo, a poluição industrial já atingiu o fundo dos oceanos

1 abr 2017
09h21 atualizado em 3/4/2017 às 11h14
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09h21 atualizado em 3/4/2017 às 11h14
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Por meio de análises ambientais, cientistas do Reino Unido identificaram níveis "extraordinários" de poluição causada por atividades humanas em duas das fossas oceânicas mais profundas da Terra.

Os resultados da pesquisa - desenvolvida pela Universidade de Aberdeen, na Escócia - foram publicados recentemente num artigo da Revista Nature, e sugerem que os altos registros de poluição da superfície podem até mesmo atingir as partes mais remotas do mundo.

"Os níveis de poluição eram consideravelmente mais altos que os medidos em regiões próximas a zonas fortemente industrializadas, o que coloca a existência de uma bioacumulação de poluição antropogênica e aponta que estes poluentes são onipresentes nos oceanos do mundo e em suas profundezas", esclarece a equipe de estudo, liderada pelo especialista Alan Jamieson.

As depressões marinhas pesquisadas estão localizadas na fossa das Marianas - um abismo que atinge 11 quilômetros de profundidade no Pacífico norte - e das Kermadec, no Pacífico sul. Elas estão separadas a aproximadamente 7 mil quilômetros de distância.

Para as análises ambientais, foram investigadas amostras de crustáceos anfípodas recolhidas pelo submarino "Deep-sea Landers" em ambos os locais. E o interessante é que todos os crustáceos capturados tinham níveis de poluição similares ou superiores aos presentes na baía de Suruga, uma das zonas do noroeste do Pacífico mais castigadas pela poluição industrial.

Os estudiosos afirmaram que os tecidos gordurosos dos anfípodas continham "níveis extremamente altos" de poluentes orgânicos persistentes (POPs, na sigla em inglês). Os principais POPs encontrados nos seres vivos foram os bifenilos policlorados (PCBs) e o difenil éteres prolibromados (PBDEs), geralmente utilizados em fluidos dielétricos e em retardadores de chama, respectivamente.

Esses tipos de poluentes são altamente tóxicos, podendo permanecer no meio ambiente por um longo período de tempo sem se decompor e - conforme foi comprovado - capazes de serem levados a relevantes distâncias por meio da água e também do ar.

Entre os anos 1930 e 1970, foram produzidos 1,3 milhão de toneladas de PCBs no mundo. E apesar do produto ter sido proibido desde essa época, em torno de 35% acabou chegando ao oceano e aos sedimentos terrestres.

Os autores das análises ambientais acreditam que, possivelmente, os POPs alcançaram as fossas marinhas por meio de resíduos plásticos e da carniça que é colocada em suas profundezas, que geralmente se transformam em alimento dos crustáceos anfípodas.

"Jamieson e seus colegas apresentaram provas claras de que o oceano profundo, ao invés de ser remoto, está altamente conectado com a superfície marinha e está exposto a concentrações significativas de poluentes fabricados pelo homem", disse a especialista Katherine Dafforn, da Escola de Ciências Biológicas, Terrestres e Ambientais da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney, na Austrália.

Sendo assim, estudos como esse comprovam a importância de empresas que realizem análises ambientais. O Bachema por exemplo, é um laboratório especializado em serviços de análises físico-químicas e microbiológicas ambientais em água, solo, ar e resíduos.

A empresa oferece exames detalhados de compostos orgânicos e inorgânicos, microbiológicos e ecotoxicológicos, determinação de asbesto (amianto) em materiais, além de estudo de tratabilidade do solo e ensaio-piloto para produção de gás e biodiesel.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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