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Psicólogo explica por que a Geração X é incompreendida no ambiente de trabalho

Especialista destaca os fatores e dificuldades que prejudicam a adaptação mercadológica dessa geração

30 out 2017 - 15h23
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No atual momento econômico do país, onde o nível de desemprego atinge números alarmantes, é importante ficar atento às questões comportamentais que provocam demissões e atrapalham no desenvolvimento profissional a partir das diferenças geracionais, comenta o professor de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Fraga. "Para aqueles que já estão ou procuram se inserir no mercado de trabalho, é importante exercer uma constante reflexão a respeito não só do desenvolvimento de suas competências, mas também do contexto sociocultural no qual suas carreiras são trilhadas", explica Fraga.

O psicólogo ressalta ainda que as organizações enfrentam um desafio de lidar com grupos heterogêneos de colaboradores. Tal heterogeneidade pode ser representada pelas diferentes gerações ativas, denominadas babyboomers (nascidos entre 1946 e 1964), Geração X (nascidos entre 1965 e 1977), Geração Y (nascidos de 1978 em diante) e a Geração Digital ou Z (aqueles nascidos após 2002), em virtude de suas diferentes formas de agir, pensar e ver o mundo. É preciso entender que as diferenças geracionais existem e que, se bem administradas, podem trazer significativos ganhos às organizações.

O especialista do Mackenzie explica que o advento da globalização, somado à passagem da economia industrial para a nova economia testemunhou o advento de uma nova forma de compreensão das organizações (FICOU CONFUSO). Se antes, as palavras de ordem eram burocracia e segurança, hoje os alicerces se encontram em um importante valor chamado "flexibilidade", e nem todas as gerações conseguem adaptar-se à nova realidade. "É importante destacar o fato de que cada geração, a partir de sua formação inicial, pode apresentar maiores ou menores dificuldades em se adaptar ao contexto de flexibilização ora exigido".

A seguir alguns fatores que podem dificultar o desempenho e convívio da Geração X no mercado de trabalho:

- Possível dificuldade de mobilidade por conta dos vínculos familiares;

- Mão de obra dispendiosa e, por vezes, não tão preparada quanto a geração Y, que cresceram com maior acesso e familiaridade aos meios tecnológicos e podem desempenhar um trabalho semelhante à Geração X, por um custo mais baixo para a organização;

Porém, é importante destacar que a Geração X também é indispensável nas organizações. O estudo realizado pela IBM chamado "Mitos, exageros, e verdades incômodas: a verdadeira história sobre a geração Y no trabalho", que entrevistou 1784 funcionários de empresas em 12 países e seis indústrias, com o objetivo de comparar as preferências e padrões comportamentais da geração Y com a geração X e os baby boomers, mostra que ao serem questionadas sobre as qualidades mais importantes em um gestor, por exemplo, todas elas afirmaram que preferem ter um chefe ético e justo - 37% da geração X, 35% de votos da geração Y e 35% dos baby boomers.

"É preciso que se reflita a respeito do contexto atual e de como a necessidade da criação de carreiras sem fronteiras e inteligentes, isto é, pautadas nas noções de flexibilidade, acúmulo de competências e possível transferência de organizações afetam cada uma destas gerações em relação ao seu ingresso ou manutenção no mundo do trabalho", analisa Fraga.

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