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Novas terapias auxiliam no tratamento da dor

5 dez 2019
16h34
atualizado às 18h21
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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 55% das pessoas vivem com dores musculares. As lesões musculoesqueléticas e dores acabam por limitar e dificultar os indivíduos nas suas atividades de vida diárias (AVDs). Muitas vezes as dores querem nos indicar que há algo de errado com o nosso corpo que busca uma forma de nos proteger, mas também pode haver dor psicológica por algum trauma anterior. É o caso da cinesiofobia, em que o paciente tem medo de se movimentar para não gerar dor e isso geralmente ocorre porque ele teve uma experiência prévia de dor.

Foto: neurofisio intensiva / DINO

A dor quase sempre limita os nossos movimentos. Por isso, é importante também termos alguns cuidados com nossa saúde como deixar o sedentarismo para trás, não exagerar nas atividades físicas, manter uma boa postura, alongar-se, cuidar ao carregar peso, escolher um colchão adequado e até mesmo ter uma postura correta ao dormir.

Fisiologicamente, chamamos a dor de dor nociceptiva. Nesse artigo, vamos entender um pouco mais sobre o que é dor, quais os principais traumas musculoesqueléticos e como tratar com eletro, termo e fototerapia.

Dor nociceptiva é uma interpretação do cérebro a certos estímulos. A nossa pele, nossos músculos e tendões, nossos tecidos conjuntivos e nossos tecidos mais profundos (vísceras) possuem terminações nervosas para dor, os chamados nociceptivos.

Assim que os nociceptores são ativados, eles vão conduzir os impulsos nervosos através das fibras aferentes (que vão da extremidade para o cérebro). Essas fibras podem ser a A-delta, que são mielinizadas e mais espessas (ou seja, os impulsos nervosos são transmitidos com uma velocidade maior) ou a C, que não são possuem bainha de mielina.

Os nociceptores podem ser ativados através de estímulos sensitivos de dor, estímulos térmicos, estímulos nocivos ou até alongando excessivamente uma musculatura. A resposta de um nociceptor, quando não há alteração fisiológica, começa em segundos e pode permanecer por horas (dor aguda) ou por dias (dor crônica).

Quando sentimos uma dor visceral, é porque esses nociceptores mais profundos foram ativados decorrentes de uma irritação da mucosa, uma distensão ou contração da víscera ou até mesmo por um trauma mecânico direto. Por ser uma dor mal localizada, ela pode ser referida em outras regiões do corpo. Por exemplo, um trauma no pâncreas ou no endométrio pode referir dor nas costas, assim como uma dor no fígado (geralmente por metástase) pode provocar dor referida no ombro direito.

A dor referida também é presente em casos de trigger points, que são pontos de tensão muscular. Esse tipo de dor ocorre por uma má interpretação do impulso nervoso ou porque algumas fibras nervosas inervam estruturas somáticas e estruturas viscerais.

Outra forma de ativar os estímulos dolorosos é através de mediadores químicos que são liberados por alguma patologia pré-existente, como é o caso de um tumor, ou por inflamação.

Para tratar a dor, existem alguns recursos na fisioterapia. Lembrando que é preciso investigar e tratar a causa da dor, não só mascará-la. Porém, muitas vezes o quadro de dor é tão forte que o paciente acaba tendo limitação de movimento e dificultando a evolução do tratamento fisioterapêutico.

O edema acontece por acúmulo de líquido no meio extracelular (o interstício) ou quando ocorre lesão ou mau funcionamento do sistema linfático. Esse líquido é composto por sais e proteínas do plasma do sangue.

O edema pode ocorrer por diversos motivos, sendo alguns deles: medicamentos, período menstrual, alterações no sistema vascular, alergia, trauma, falta de movimento dos membros, temperatura ambiente elevada, alteração no funcionamento dos rins, entre outros.

Como tratamento é possível utilizar um tens portátil, como o neurodyn portátil, que age de duas formas: pela via aferente ou teoria da comporta da dor, em que a estimulação do TENS chega ao cérebro via neurônio A-beta, que possui um maior calibre e é mais mielinizado. Com isso, o sinal do TENS chega antes ao cérebro e bloqueia o sinal nociceptivo e pela via eferente, em que o cérebro envia uma mensagem para o hipotálamo mediar liberação de opioides endógenos (hormônios responsáveis por diminuir a dor e causar bem estar).

Outra maneira de tratar uma dor, mais especificamente a dor muscular (geralmente causada por tensão) é através da diatermia, ou ondas curtas, ou da manta térmica estética. Muito cuidado ao utilizar recursos termoelétricos em lesões porque é preciso se certificar que não há inflamação.

No geral, outros recursos que também tratam a dor são: corrente interferencial, magnetoterapia, terapia vibro oscilatória, entre outros.



Website: http://www.hsmed.com.br

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