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Malha aérea negociada pela ANAC tem impacto direto no transporte de amostras do Coronavírus

Empresas do ramo têm tido que aumentar os preços e buscar novas alternativas para o transporte de amostras.

1 abr 2020
15h08
atualizado às 16h02
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Os reflexos da pandemia do Coronavírus são inúmeros e as implicações econômicas para o país vão além do comércio. A nova malha aérea, que passou a valer no último sábado, 28 de março, fez com que empresários do setor de logística ficassem em alerta, já que a significativa redução de voos dificulta o transporte de importantes materiais biológicos, inclusive das amostras de pacientes com suspeita de Covid-19.

Foto: Freepik / DINO

A Agência Nacional de Aviação (ANAC) negociou com as principais empresas aéreas do país a manutenção de voos em todas as 27 capitais e mais 19 localidades, mas com uma redução de 91,6%. A malha aérea do país que era composta por 14.781 itinerários semanais, passou para 1.241, por conta das recomendações de isolamento das autoridades. Para o setor de logística, esse cenário implica diretamente no atendimento dos serviços, que passaram a ficar exorbitantemente mais caros.

Entre os ajustes realizados pelas companhias aéreas, está o de cessar acordos previamente estabelecidos com as empresas logísticas. Para a Full Time Logística , empresa especializada no transporte de material biológico, as medidas até então adotadas demonstram que a única preocupação das companhias aéreas é com relação a sua rentabilidade e lucratividade. "Quando a saúde pública e privada mais precisou do transporte aéreo de amostras biológicas as companhias aéreas não deram e o devido respaldo", esse é o sentimento de Renato Santos, sócio da Full Time.

A empresa acredita ainda que todo o prejuízo operacional das companhias tem sido minimizado a partir do cancelamento dos acordos de tarifas realizados com os operadores logísticos, além das taxas específicas para o transporte de amostras biológicas e outras substâncias. A suspensão temporária de indenizações por descumprimento de serviços, conforme comunicado pela Latam, bem como a suspensão de todos os contratos charter e descontos anteriormente concedidos pela GOL, ambas as situações constantes em documentos enviados aos clientes destas companhias, são alguns dos exemplos deste cenário.

"Ao nosso entender, o governo federal, junto com as agências regulatórias Infraero e ANAC, deveria ter dado um subsídio às companhias com relação aos impostos e as taxas aeroportuárias, fato que não ocorreu. A isenção dos impostos junto aos combustíveis adquiridos, aliado a isenção das taxas aeroportuárias, teria uma expressividade significativa na redução dos custos das companhias, o que poderia gerar um aumento na quantidade de voos programados para cobrir a malha aérea do país", acredita Santos.

O sócio da Full Time Logística conta que os custos operacionais da empresa, que tem transportado grande quantidade das amostras de pacientes com suspeita de Covid-19, aumentaram em 247%. "Embora não seja o mais indicado, essa medida se tornou necessária para atender o país inteiro. Utilizamos ainda nossa frota rodoviária que, em alguns casos, resultou no aumento do tempo do transporte. Essa medida foi necessária para que não parássemos as operações de transporte de amostras biológicas no país", diz.

No que se refere aos impactos da pandemia na economia, o empresário acredita que os órgãos competentes deveriam se unir e pensar em novas estratégias. "Deveria haver uma união massificada entre os setores da economia, juntamente com o governo e governantes para sanar os diversos problemas que essa pandemia gerou, gera e, em curto e médio prazo, continuará gerando. As consequências dessa pandemia serão gravíssimas, tanto para nosso mercado como para a economia nacional e internacional", afirma.

Por conta da dificuldade de transporte aéreo e da fala de respaldo das agências regulamentadoras, a Full Time Logística tem atendido grande parte dos seus clientes, em todo o território nacional, com sua frota rodoviária. "Colocamos nas estradas 218 veículos de carga, de norte a sul, leste a oeste, para que honrássemos com nosso ofício e para que não deixássemos o país desabastecido de bolsas de sangue. Entendemos que nossa responsabilidade social, junto a população brasileira, é muito grande", salienta Santos que lembra que a empresa é especializada na logística de material biológico e não realiza o transporte de qualquer outro material.

Ainda assim, Renato Santos afirma que a qualidade no transporte das amostras é garantida. "A Full Time Logística, face a toda pandemia, em momento algum deixou de realizar seus transportes com qualidade. Com a necessidade da implantação do modal rodoviário em diversas operações, perdemos sim um pouco de agilidade, mas nunca a qualidade e a responsabilidade com a população do país", finaliza.

As medidas com relação a alteração na malha aérea são válidas até 30 de abril.



Website: http://fulltimelogistica.com.br/

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