0

Jockey Club de São Paulo desmistifica apostas e se firma como polo de lazer da cidade

16 abr 2018
10h50
atualizado em 17/4/2018 às 17h37
  • separator
  • comentários

O esporte é antigo, mas nunca saiu de moda. E mais: segue rentável. No Brasil, o turfe - as famosas corridas de cavalo - movimenta cerca de R$ 1 bilhão anuais, aponta um estudo do Departamento de Economia e Administração da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Deste montante, pelo menos R$ 600 milhões representam as apostas.

Mas se engana quem pensa que os jockeys clubes vivem apenas dos páreos. Apesar de a Lei 7.291/84 autorizar a prática do turfe no Brasil, já que ele é considerado um esporte, há muito mais a se fazer por lá: é cada vez mais comum hipódromos se firmarem como polos de lazer para toda a família.

No próximo dia 6 de maio, domingo, o Grande Prêmio São Paulo, realizado no Hipódromo de Cidade Jardim, na capital paulista, abre as portas ao público com o objetivo de mostrar que o esporte equestre é para todos.

Para se ter ideia, é possível apostar a partir de R$ 2,00.

Com entrada franca, o evento que deve receber até 10 mil pessoas no fim de semana (há programação no sábado, dia 5, com provas paralelas), irá oferecer uma programação completa e especial com diversas atividades gratuitas voltadas para as crianças. O Espaço Kids terá oficinas de recreação, teatro e brinquedos. No Espaço Zeppelin, os passeios a cavalo são a atração principal.  

Na área gastronômica, o destaque fica por conta dos restaurantes Iulia e Villa Jockey, com buffet e cardápio variado. O Café do Jockey estará à disposição dos visitantes dentro do Salão de Apostas. 

Haverá, também, festival de food trucks com opções para todos os gostos e bolsos. Outras atrações ainda serão confirmadas. Para quem vier de carro, há estacionamento (pago) no local. 

"Evidentemente que o nosso negócio principal não deixa de ser o turfe. Mas a ideia é mostrar ao paulistano que ele pode vir ao Jockey Club de São Paulo com toda a família e aproveitar diversas atrações, apostando em cavalos ou não", explica Luis Blecher, CEO do Jockey Club de São Paulo.

A lógica de transformar o hipódromo em uma opção de lazer para toda a família vai ao encontro do resgate de tradições. Antigamente, a paixão pelas corridas de cavalo e pela vida nos jockeys clubes era algo passado de geração em geração. "Precisamos trazer mais pessoas para dentro do hipódromo", completa Blecher.

Para que isso seja uma realidade, há uma reestruturação organizacional em andamento. A implantação de uma diretoria profissional, comandada por Blecher, tem a missão de arrumar a casa em termos financeiros e operacionais: "Nossos débitos fiscais foram colocados em ordem e agora estamos mantendo as dívidas correntes sob controle", detalha. "Criamos uma estrutura com cargos e funções e incluímos um sistema de gestão integrada."

Apostas

As apostas turfísticas não estão lastreadas em sorte. Na verdade, existe um mapeamento estatístico do desempenho dos equinos que vão correr. Questões como as características de cada animal, desempenho nos treinamentos, origem, idade e retrospecto em outros páreos são alguns dos fatores considerados.

Países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Dubai, Cingapura e Argentina são alguns dos principais players do esporte equestre. Os franceses, por exemplo, movimentam 10 bilhões de euros anuais - em apostas, são 80 milhões de euros.

Apesar de correr por fora, o Brasil trabalha para chegar nas raias principais e alcançar as cabeças. "Temos um grande potencial inexplorado. Podemos fazer muito com a popularização do turfe", completa Blecher.

Mais informações sobre o Grande Prêmio São Paulo: http://www.jockeysp.com.br/eventos/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade