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Internet das Coisas: inovação que vem do interior de Minas Gerais

19 dez 2016
15h02
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Localizado no Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, cidade de apenas 40 mil habitantes no sul de Minas Gerais, o Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL) assinou no último dia 14 de dezembro um acordo com o governo da Coréia do Sul para a implantação de um programa de cooperação em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O acordo entre o instituto e a Agência Nacional da Sociedade de Informação do país asiático (NIA) prevê a realização de um intercâmbio de informações e pesquisas para o desenvolvimento de demandas para a quinta geração de comunicação móvel, o 5G e, principalmente, para a Internet das Coisas (IoT). Na mesma data, o INATEL também anunciou o lançamento de um curso de pós-graduação em IoT, inédito no Brasil. Segundo a instituição, a novidade tem como objetivo fornecer uma ampla visão do mundo da Internet das Coisas, incluindo aspectos de hardware, software, comunicação e também de tratamento da informação e de negócio. No início de 2016, o instituto já havia iniciado seu curso de pós-graduação em Cidades Inteligentes (Smart Cities), também baseado no conceito de IoT.

Foto: DINO

O termo Internet das Coisas é usado para designar uma série de tecnologias que utilizam a internet para comunicar a usuários informações em tempo real sobre a operação de equipamentos. Os aprimoramentos podem incluir desde eletrodomésticos até meios de transporte e máquinas industriais. Conectados à rede, os dispositivos podem ser comandados a distância e com informações precisas como previsão de duração, temperatura e consumo de energia. O cenário de IoT tem previsão de movimentar até 2025 cerca US$ 20 trilhões no mundo todo graças à conexão de nada menos que 500 bilhões de dispositivos. Apenas neste ano, com maior concentração em infraestrutura, já foi investido no Brasil US$ 1,7 bilhão na Internet das Coisas, de acordo com o Índice Qualcomm da Sociedade da Inovação (QuISI) 2016. Na mesma direção, o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) assinou neste mês de dezembro um termo de cooperação institucional com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para mapear oportunidades em IoT no Brasil e lançar um plano nacional para o setor em 2017.

A parceria com o governo coreano e a nova pós-graduação, entretanto, apenas complementam uma série de iniciativas em Internet das Coisas realizadas pelo INATEL em 2016. Poucos dias antes, o instituto sediou o IoT Business Night Vale da Eletrônica, com a presença do dinamarquês Jesper Rhode, professor da Hyper Island e ex-Chief Marketing Officer (CMO) da Ericsson LatAm. Meses antes, durante o HackTown, festival de inovação que ocorre anualmente em Santa Rita do Sapucaí, Rhode também esteve presente para realizar workshops de Internet das Coisas para empresas locais, além de palestrar no evento. Em agosto, o INATEL também foi palco de uma maratona de programação (Hackathon) com o tema Soluções de IoT: cidades e casas conectadas. Os eventos foram parte de um movimento para levar aos alunos e aos empreendedores da cidade não apenas conhecimento no aspecto tecnológico da Internet das Coisas, mas também no entendimento de possíveis aplicações, criação de novos produtos e identificação de oportunidades de negócios, além dos aspectos éticos e humanos de tais transformações. O tema IoT também teve enorme presença na feira de projetos dos alunos do INATEL, a Fetin, que aconteceu em novembro de 2016. Já no início do ano, em março, a instituição anunciou a criação de um campus inteligente (Smart Campus) em Santa Rita do Sapucaí para aplicar toda a tecnologia para IoT desenvolvida no INATEL e nas empresas da cidade. O objetivo é mostrar como operadoras, companhias e governos podem aproveitar o potencial da Internet das Coisas, além de possibilitar o surgimento de novos negócios e empreendimentos no Vale da Eletrônica, principal ecossistema empreendedor em tecnologia da América Latina, que contabiliza hoje mais de 150 empresas de base tecnológica, entre industrias, negócios incubados e startups, com faturamento anual de R$ 3 bilhões - mesmo estando fora de um grande centro.

Também neste ano, o INATEL iniciou uma parceria com o gigante Facebook para a criação da primeira comunidade de desenvolvedores da rede social no Brasil. Em meio a um escopo que envolve diversos níveis tecnológicos, há uma série de ações relacionadas ao tema IoT, assim como inteligência artificial e aprendizado de máquinas. Outra iniciativa foi a inauguração do Crowdworking Vale da Eletrônica, em parceria com a Ericsson e a Telefónica Open Future, para acelerar startups que se utilizam da Internet das Coisas para atender segmentos considerados estratégicos. A seleção contou com 90 inscritos, dos quais foram selecionados 20 projetos de alunos e ex-alunos do INATEL.

Entre os destaques do Crowdworking estão a BVIoT, startup que oferece uma plataforma de rede virtualizada de Internet das Coisas para cidades inteligentes, a Easy Fix, com um serviço IoT para manutenção preventiva de equipamentos hospitalares, e a Spark Telecom, que criou um sistema para analisar imagens de câmeras de segurança e identificar a presença de carros estacionados. Com isso, evita irregularidades e orienta a fiscalização, além de possibilitar que os motoristas encontrem vagas por meio de um aplicativo. O serviço já se encontra em comercialização e operação, com um primeiro caso de sucesso no monitoramento de 500 vagas de zona azul na cidade de Conselheiro Lafaiete, MG. Outra empresa destaque é a Das Coisas, resultante de um projeto de mestrado de um aluno do INATEL que desenvolveu um hardware genérico para aplicações em IoT. Trata-se de um módulo de baixo custo, chamado de Momote, capaz de permitir conectividade a qualquer equipamento eletrônico, com aplicação em áreas diversas, o que faz da empresa uma das mais promissoras em Internet das Coisas no cenário nacional.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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