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Estratégia Lean: o segredo dos negócios que estão transformando o mundo

25 mar 2019
19h03
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Planejar sem inovar ou inovar sem planejar? Qualquer alternativa parece ser um tiro no pé. O maior desafio das empresas hoje é integrar a abordagem bottom-up das startups enxutas com a orientação top down da gestão estratégica.

Foto: OKR Day CoBlue / DINO

David Collis da Harvard Business School explica a polarização que existe entre estratégia e empreendedorismo, ao mesmo tempo que revela a dependência que existe entre uma e outra. Para ele a estratégia é vista como a busca de um caminho claramente definido - sistematicamente identificado antecipadamente - por meio de um conjunto de atividades cuidadosamente escolhido. Enquanto o empreendedorismo é visto como o epítome do oportunismo - exigindo que empreendimentos avancem continuamente em novas direções, à medida que a informação entra e os mercados mudam rapidamente.

Existe uma maneira de obter o melhor dos dois mundos. A Estratégia Lean é o caminho mais rápido e seguro para inovação e transformação digital em negócios que antes adotavam uma gestão mais tradicional. É o caminho para gerar inovação e experimentação sem perder o foco na entrega de valor. Gerando um maior entendimento da estratégia lean, David Collis define os seguintes pilares:

  • Visão: Comece pela criação de uma visão ou propósito final da organização. Entenda a razão de sua existência!
  • Análise: Para cumprir a visão empreendedora, uma estratégia deliberada deve ser acordada pelos executivos seniores. Defina forças, fraquezas, ameaças e oportunidades junto aos diretores.
  • Estratégia deliberada: Para cumprir a visão empreendedora é necessário uma estratégia deliberada, ou seja, visão, objetivos, escopo e vantagens competitivas devem ser acordados pelos executivos seniores. Construa e compartilhe Objetivos e Resultados Chave esperados em cada atividade.
  • Aprendizado: Gestores de todos os níveis fazem experimentos diários, conduzindo experimentos guiados pela estratégia deliberada e geridos por checkins semanais de resultados.
  • Estratégia emergente: Depois dos checkins a estratégia passa a ser reformulada, em processo de melhoria contínua baseado em feedbacks e dados de mercado.

E o ciclo se inicia novamente... Para deliberar estratégia junto a seus diretores recomendamos que se pense onde está o negócio e aonde deseja que ele chegue (resultados esperados). Empresas inovadoras distribuem seu portfólio de investimento de acordo com esses três horizontes: o momento atual (horizonte 1), um futuro próximo (horizonte 2) e um futuro mais distante (horizonte 3). O estudo apresentado pela McKinsey, descreve cada um dos 3 cenários e as necessidades e riscos de investimento em cada

No horizonte 1 (estável) estão os produtos que estão gerando o sustento da empresa atualmente. Aqui provavelmente se concentra a maior parte do investimento em operação, o foco é receita.

No horizonte 2 (emergente) temos aquilo que está por vir num futuro próximo. São os produtos que requerem mais investimento em desenvolvimento e criação do que em operação. Merecem muita atenção pois representam o futuro do negócio, fica atento aos indicadores.

No horizonte 3 (experimento) se apresenta um futuro bem distante. Consiste em ideias e experimentos, isso te fará pensar me um novo mundo fora da sua zona de conforto. Antigamente, o H3 estava muito distante, com a velocidade do mercado está muito próximo.

Para Paulo Caroli e Joaquim Torres, autores do livro Estratégia Lean, a mensagem é clara: quem não investir em experimentos não vai sobreviver. Mas é importante lembrar que apesar dos testes rápidos serem uma maneira eficaz de inovar de forma incremental e ajustar a oferta de acordo com o mercado, algumas ideias exigem mais investimentos. Para isso é importante definir prioridades e resgatar os pontos que merecem mais tempo e recursos investidos.

Com essa necessidade latente diversas empresas vêm se destacando por trazer novas soluções no desenvolvimento de uma gestão mais ágil e enxuta que ajude as pessoas a definirem suas prioridades. "Nosso propósito enquanto empresa é construir uma gestão contínua, viva que acompanhe as evoluções do mercado e facilite a tomada de decisão por parte dos colaboradores. A construção e gestão de OKRs - Objetives and Key Results é forma de fazer com que a estratégia lean torne-se parte da cultura dos negócios", explica George Eich, CEO da CoBlue- empresa que acrescentou os conceitos de estratégia lean em suas consultorias.  

As inovações que trazem ao mercado produtos e serviços verdadeiramente inovadores, geralmente envolvem a construção de ecossistemas complexos e exigem investimentos de longo prazo. Por isso é tão importante que se identifique cada um dos horizontes para criar limites estratégicos, pois você corre o risco de não conseguir concentrar seus recursos disponíveis de forma adequada.



Website: http://coblue.com.br

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