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Coletor biodegradável reduz em 56% risco de infecção hospitalar no descarte de dejetos humanos

Sistema inédito no Brasil também diminui o uso de água nos hospitais e aumenta o tempo disponível de enfermeiros para os pacientes

18 mai 2017
17h22
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Utilizados na Inglaterra há 50 anos, os coletores biodegradáveis de dejetos humanos estão chegando ao Brasil com o objetivo de reduzir o risco de infecções hospitalares e os custos com internações. O sistema Vernacare é composto de "comadres" e "papagaios" fabricados com jornais reciclados, contendo um gel de alta absorção para reter a urina ou as fezes do paciente. Após o uso, os coletores são descartados em uma máquina (Vortex) que os tritura e destina o resíduo final à rede de esgoto.

Foto: DINO

No Brasil, os hospitais contavam até agora apenas com coletores de aço ou de plástico, que precisam ser lavados após o uso. Isso aumenta o risco de infecção hospitalar, principalmente provocada pela bactéria Clostridium difficile, que, segundo estudos, pode resistir a alguns processos de desinfecção térmica*.

No Reino Unido, os coletores biodegradáveis são utilizados em 94% dos hospitais e têm reduzido, em média, em 56% a taxa de infecção hospitalar por meio desta bactéria**.

Benefícios ambientais

O sistema Vernacare também diminui em 60% o consumo de água na destinação final dos dejetos humanos. No processo tradicional, é preciso despejar a urina e as fezes no vaso sanitário, acionar a descarga e depois lavar os recipientes de plástico ou aço. Já os coletores biodegradáveis são descartados com os detritos na máquina de tratamento, que utiliza muito menos água e energia para transformar os resíduos em uma solução que pode ser destinada ao esgoto comum.

Além disso, os coletores Vernacare são produzidos com 100% de jornais limpos e reciclados - aqueles que são devolvidos pelas bancas. O processo de fabricação também dispensa o uso de corantes, para que o produto seja o mais sustentável possível.

Benefícios econômicos

Quando considerados todos os custos envolvidos com a destinação final dos dejetos dos pacientes hospitalares, o sistema Vernacare é 39,4% mais barato do que os gastos com o modelo tradicional, que incluem a compra e limpeza dos coletores de plástico ou aço, maior consumo de água e de energia e processos de desinfecção dos recipientes.

Benefícios aos enfermeiros e pacientes

O uso de coletores biodegradáveis também evita que os enfermeiros passem parte de seu tempo lavando "comadres" ou "papagaios" de plástico ou metal. Com isso, podem se dedicar mais a cuidar de seus pacientes. Segundo a Vernacare, apenas com a troca destes recipientes, cada enfermeiro economiza 27 horas de trabalho por ano, que podem ser utilizadas em atividades mais nobres e especializadas.

Para completar, a satisfação dos pacientes com o serviço hospitalar também cresce, uma vez que, após a utilização do coletor biodegradável, estes recebem um recipiente novo.

Vernacare no Brasil

O sistema Vernacare está sendo trazido para o Brasil pela empresa Zarek e vem sendo utilizado, em caráter experimental, pela Santa Casa de Porto Alegre e pelo Hospital Mãe de Deus, também da capital gaúcha.

Sobre a Vernacare
A Vernacare é uma organização líder em controle de infecções e gestão de resíduos humanos no setor de saúde. Há mais de 50 anos criou o pioneiro sistema de coletores biodegradáveis e hoje é a única empresa a oferecer também a unidade de descarte de celulose Vortex.

A fábrica da Vernacare produz cerca de 150 milhões de coletores biodegradáveis a cada ano, utilizando 100% de jornais limpos e reciclados. Os sistemas de uso único da Vernacare estão presentes atualmente em 50 países.

Vernacare na Hospitalar 2017

A Vernacare estará presente na Feira e Fórum Hospitalar, que acontece de 16 a 19 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo. Em seu estande (Rua 2, número 82), a empresa irá demonstrar o processo de descarte e tratamento dos coletores biodegradáveis de resíduos.

* (Alfa MJ, Olson N, Buelow-Smith, Departamento de Microbiologia Médica, Universidade de Manitoba, Winnipeg, Canadá, 2008)

**(Power M, Wigglesworth N et al, Salford Royal NHS Foundation Trust, 2010)

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

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