Deputada Ana Carolina Serra revisita trajetória: "a política precisa ser participativa"
De primeira-dama de Santo André até chegar ao cargo de deputada estadual, Ana Carolina Serra conta, em entrevista exclusiva, um pouco da sua trajetória, marcada por ações sociais
Ana Carolina Serra, deputada estadual, advogada, professora universitária e mestre em Direito, traçou um caminho singular na política. Sua trajetória começou em 2015, quando, em estado puerperal, apoiou a campanha do marido, Paulo Serra, para prefeito de Santo André.
A experiência como primeira-dama lhe permitiu, de forma voluntária, utilizar seu conhecimento jurídico para resgatar o Fundo Social de Solidariedade do município, criando um núcleo de inovação social. Esse trabalho, que envolveu a iniciativa privada e o Terceiro Setor, resultou em projetos, como o Banco Municipal de Alimentos e o "Santo André Solidário", uma campanha permanente de arrecadação em shoppings da cidade.
Seu trabalho em Santo André, focado na assistência social e na luta contra a violência doméstica, a projetou para a Assembleia Legislativa, onde foi eleita com votação expressiva. Na Alesp, suas principais bandeiras são: a proteção de grupos vulneráveis (mulheres, crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade econômica) e o fortalecimento das entidades do terceiro setor.
Ana Carolina Serra: "Equilibrar os pratinhos é uma falácia"
Ela destaca a importância da parceria entre o poder público e a sociedade civil para uma atuação mais efetiva. Pergunto: como é ser mãe, esposa, deputada, equilibrar os pratinhos? Conciliar a vida pessoal, profissional e política é um desafio constante, admite a deputada.
"Nem sempre a gente equilibra, né? Vamos falar bem a verdade. É equilibrar todos os pratos é é uma falácia, né? É algo que muitas vezes não existe e sim a gente deixa cair. São momentos de prioridade, né? A gente tem que escolher o que é urgente primeiro, o que é mais urgente primeiro", explica. No entanto, afirma que uma rede de apoio familiar e uma equipe engajada são fundamentais para superar o cansaço e manter o foco em transformar a vida das pessoas.
Sobre o machismo na política e os recentes episódios de violência que atingem mulheres na Alesp, Ana lembra que é preciso ter coragem e persistência para quebrar paradigmas.
"A Assembleia Legislativa legislativa, ela vem tomando cada vez mais medidas de proteção, é, as mulheres, não só as deputadas estaduais, mas sim também a todas as funcionárias, a toda equipe que que estão ali. A gente tem desde policiais militares, as pessoas que cuidam da limpeza, da organização e tudo mais. Então, existe sim, como em qualquer ambiente de trabalho, um ambiente feminino e que precisa ser cuidado e ser olhado de acordo com a sua diversidade que é tão inerente, é, a nossa causa. Infelizmente, recentemente, nosso fomos a ataques, nós recebemos, né, é, um ataque externo, é, com relação ao nosso trabalho, pautando, mas a gente não se amedronta", conclui.