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Deputada Ana Carolina Serra revisita trajetória: "a política precisa ser participativa"

De primeira-dama de Santo André até chegar ao cargo de deputada estadual, Ana Carolina Serra conta, em entrevista exclusiva, um pouco da sua trajetória, marcada por ações sociais

26 ago 2025 - 14h25
(atualizado em 26/9/2025 às 12h46)
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Ana Carolina Serra, deputada estadual, advogada, professora universitária e mestre em Direito, traçou um caminho singular na política. Sua trajetória começou em 2015, quando, em estado puerperal, apoiou a campanha do marido, Paulo Serra, para prefeito de Santo André.

Ana Carolina Serra
Ana Carolina Serra
Foto: Divulgação / Fiamini Assessoria / Perfil Brasil

A experiência como primeira-dama lhe permitiu, de forma voluntária, utilizar seu conhecimento jurídico para resgatar o Fundo Social de Solidariedade do município, criando um núcleo de inovação social. Esse trabalho, que envolveu a iniciativa privada e o Terceiro Setor, resultou em projetos, como o Banco Municipal de Alimentos e o "Santo André Solidário", uma campanha permanente de arrecadação em shoppings da cidade.

Seu trabalho em Santo André, focado na assistência social e na luta contra a violência doméstica, a projetou para a Assembleia Legislativa, onde foi eleita com votação expressiva. Na Alesp, suas principais bandeiras são: a proteção de grupos vulneráveis (mulheres, crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade econômica) e o fortalecimento das entidades do terceiro setor.

Ana Carolina Serra: "Equilibrar os pratinhos é uma falácia"

Ela destaca a importância da parceria entre o poder público e a sociedade civil para uma atuação mais efetiva. Pergunto: como é ser mãe, esposa, deputada, equilibrar os pratinhos? Conciliar a vida pessoal, profissional e política é um desafio constante, admite a deputada.

"Nem sempre a gente equilibra, né? Vamos falar bem a verdade. É equilibrar todos os pratos é é uma falácia, né? É algo que muitas vezes não existe e sim a gente deixa cair. São momentos de prioridade, né? A gente tem que escolher o que é urgente primeiro, o que é mais urgente primeiro", explica. No entanto, afirma que uma rede de apoio familiar e uma equipe engajada são fundamentais para superar o cansaço e manter o foco em transformar a vida das pessoas.

Sobre o machismo na política e os recentes episódios de violência que atingem mulheres na Alesp, Ana lembra que é preciso ter coragem e  persistência para quebrar paradigmas.

"A Assembleia Legislativa legislativa, ela vem tomando cada vez mais medidas de proteção, é, as mulheres, não só as deputadas estaduais, mas sim também a todas as funcionárias, a toda equipe que que estão ali. A gente tem desde policiais militares, as pessoas que cuidam da limpeza, da organização e tudo mais. Então, existe sim, como em qualquer ambiente de trabalho, um ambiente feminino e que precisa ser cuidado e ser olhado de acordo com a sua diversidade que é tão inerente, é, a nossa causa. Infelizmente, recentemente, nosso fomos a ataques, nós recebemos, né, é, um ataque externo, é, com relação ao nosso trabalho, pautando, mas a gente não se amedronta", conclui.

Perfil Brasil
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