Depoimento de Jaques Wagner à PF sobre caso Master é adiado; defesa diz que senador pretende falar, mas quer acesso a documentos
Polícia Federal investiga possível vínculo entre o núcleo familiar do senador e suas empresas com nomes conectados ao caso do Banco Master
O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre a Operação Compliance Zero, que investiga o caso do Banco Master, marcado para esta sexta-feira, 7, foi adiado. A defesa do parlamentar solicitou à Polícia Federal o adiamento da oitiva, alegando que não teve acesso ao conteúdo da investigação.
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Em nota, o advogado Pablo Domingues, que atua na defesa de Jaques Wagner, informou que fez a solicitação aos responsáveis com "antecedência proporcional".
"O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento esclarecedor", ponderou o advogado, em texto.
Ainda segundo a nota, a defesa não fará considerações sobre “até possuir esses dados para análise”.
O que aconteceu
A PF investiga um possível vínculo entre o núcleo familiar do senador e suas empresas com nomes conectados ao caso do Banco Master. Por ordem do ministro André Mendonça, do STF, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e de uma ordem de restrição de atividades econômicas.
Com a ausência de Jaques Wagner, este se torna o segundo depoimento sobre o caso que deixa de ser colhido esta semana. Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro -- dono do Master --, deveria ter sido ouvido na segunda-feira, 3, mas, pela terceira vez, não compareceu.
Confira a nota da defesa de Jaques Wagner na íntegra:
"A defesa do senador Jaques Wagner informa que requereu, com antecedência proporcional, o adiamento do depoimento designado para o dia 7 de agosto, em data que havia sido ajustada com a autoridade policial.
O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês.
O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor. A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise.
Salvador, 7 de agosto de 2026. Pablo Domingues".
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