Jaques Wagner diz que provará inocência após avanço de investigação da PF sobre Banco Master
Senador e ex-líder do governo Lula é alvo da PF, que apura recebimento de propina
O senador Jaques Wagner (PT), ex-líder do governo Lula, afirmou que está tranquilo diante das investigações que relacionam seu nome ao Banco Master e disse ter "certeza" de que conseguirá provar sua inocência. A declaração foi dada nesta sexta-feira, 31, em entrevista à Rádio Baiana FM, após o avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF).
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"A Polícia Federal que faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie e o magistrado vai julgar. Como diz o presidente Lula, 'Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo' - eu sei o que eu fiz e estou tranquilo [...] Tenho certeza de que vou provar minha inocência", afirmou.
A declaração ocorre após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a quebra do sigilo telefônico de Wagner e o monitoramento dos deslocamentos de seu telefone celular. A medida foi adotada no âmbito da Operação Compliance Zero, diante da suspeita de vazamento de informações sobre uma fase da investigação.
Segundo a investigação da PF, há suspeitas de pagamentos de propina do Banco Master ao parlamentar. Os investigadores também apontam que a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para Wagner teria utilizado um modelo semelhante ao identificado na aquisição de imóveis atribuídos ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Outro elemento citado na investigação é a apreensão de uma lista de "lembranças de fim de ano" encontrada em conversas armazenadas no celular do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master. Segundo a PF, uma secretária sugeriu o envio de garrafas de vinho de até R$ 5,3 mil para seis políticos, a maioria da Bahia, entre eles Jaques Wagner.
As apurações ainda indicam que o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria marcado um encontro com Wagner no Senado, disponibilizado uma aeronave para o senador e mencionado, em conversas, que o parlamentar poderia atuar como intermediário para transmitir recados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Wagner foi alvo de mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. No dia seguinte à operação, segundo revelou o jornal O Estado de S. Paulo, o senador tentou vender um terreno avaliado em R$ 15 milhões na região metropolitana de Salvador, mas a transação foi impedida por um cartório em razão de uma ordem judicial de bloqueio de bens.
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