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Política

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'Comunista', 'vira-lata', 'sem condição psiquiátrica': Lula e Flávio sobem o tom neste sábado em SC

Candidato do PL acusa petista de aumentar Bolsa Família 'num ato de desespero' para 'comprar voto dos mais pobres'; Lula diz que Flávio 'quer tirar o pai da cadeia'

19 set 2026 - 19h39
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Resumo
Em campanha em SC, Lula e Flávio Bolsonaro intensificaram os ataques mútuos. Em Chapecó e Joinville, Flávio chamou o petista de desequilibrado, "sem condições psiquiátricas", acusou-o de tentar impor o comunismo e criticou o reajuste do Bolsa Família como compra de votos. Já em Florianópolis, Lula negou ser comunista, acusou Flávio de querer eleger-se para tirar o pai da cadeia, associou a família Bolsonaro a fraudes no INSS e ao Banco Master, e chamou os adversários de "vira-latas".

BRASÍLIA - Líderes nas pesquisas de intenção de voto, os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) subiram o tom neste sábado, 19, e trocaram acusações em agendas distintas de campanha em Santa Catarina.

Flávio Bolsonaro acusou o adversário de querer "implementar um regime comunista ditatorial" e de não ter "condições psiquiátricas" para continuar no cargo. As declarações ocorreram em comício no município de Chapecó (SC).

"Mais do que o desespero, bateu nele um completo desequilíbrio. Ele voltou a ser aquele Lula da década de 90, um sindicalista que fala bobagem todo dia", disse Flávio, diante dos apoiadores. O candidato prosseguiu: "Aquela pessoa com ideias velhas, ideias atrasadas, que está com a fixação por implementar um regime no Brasil. Não um regime da canetinha de Ozempic, mas um regime comunista, ditatorial".

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Mais cedo, em ato em Florianópolis, Lula firmou que não era comunista nem marxista, mas sim um "torneiro mecânico".

Flávio também afirmou que o "governo atrasado" de Lula "virou um perigo" para o agronegócio e para a segurança alimentar. "É um cara que perdeu completamente a noção do que ele está falando. O Lula não tem mais condições psiquiátricas de continuar presidindo este Brasil", disse Flávio.

O candidato do PL fez agendas em Santa Catarina com a companhia do candidato à reeleição para governador, Jorginho Mello (PL), e dos candidatos ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL).

Reajuste do Bolsa Família

Mais cedo, no município de Joinville (SC), Flávio acusou Lula de aumentar o Bolsa Família "num ato de desespero" para "comprar o voto dos mais pobres" e afirmou que o petista trata a população de baixa renda como "otários".

Lula anunciou o reajuste de 15% no Bolsa Família na quinta-feira, 17, às vésperas do primeiro turno da eleição, em 4 de outubro. Apesar de criticado por Flávio, o candidato do PT repetiu o que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez em 2022.

Na época, Bolsonaro anunciou o reajuste do Auxílio Brasil em julho daquele ano, mais antecedência do que Lula. Por outro lado, o aumento foi porcentualmente maior (50%), de R$ 400 para R$ 600.

Prisão de Bolsonaro

Em Florianópolis, Lula convocou os idosos para votar nas eleições deste ano, para, segundo ele, não deixar que o projeto iniciado neste mandato seja destruído com a vitória de Flávio.

"A ideia do outro: quero tirar o meu pai da cadeia. E eu quero ganhar para deixar ele na cadeia. Eles criaram a quadrilha do INSS, roubaram os aposentados. Nós descobrimos a quadrilha. A Polícia Federal e a Controladoria ficaram dois anos investigando. Ao todo, o rombo foi de R$ 6 bilhões e já pagamos a 5 milhões de aposentados, cerca de R$ 3,5 bilhões", disse.

Caso Master

Lula falou ainda das suspeitas de envolvimento de Flávio Bolsonaro no esquema de corrupção. "Falavam que o filho do Lula é sócio do Careca do INSS, mas, na semana passada, descobrimos que o escritório do Flávio fica na mesma sala do Careca", afirmou. "No Banco Master, eles transformam o (Daniel) Vorcaro em banqueiro e nós o transformamos em prisioneiro."

Lula já havia se despedido da plateia quando, ao levantar a bandeira brasileira e do PT, falou novamente sobre soberania nacional. "Essa é a bandeira da nossa pátria e é a bandeira do meu partido. Eu não sou um vira-lata que tem vergonha de dizer de qual partido eu sou, e a bandeira (do Brasil) não é deles. E eles mostram uma hora a bandeira brasileira e outra hora a americana. Não tenho duas pátrias. A minha pátria é o Brasil."

Estadão
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