Democratas obtêm maioria no Congresso e impõem derrota a Trump
Em uma expressiva derrota para Donald Trump e seu partido, o Partido Democrata conquistou o controle do Senado e da Câmara dos EUA nas eleições de meio de mandato, além de quatro governos estaduais. O resultado reflete a insatisfação com a inflação e a impopular guerra contra o Irã. O avanço democrata quebrou décadas de domínio republicano em redutos históricos, com vitórias inéditas no Texas e no Kansas, além de eleger Keisha Lance Bottoms, na Geórgia, a primeira governadora negra do país.
Projeção da agência AP indica que oposição democrata conquista maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, em forte derrota de Trump e dos republicanos. Acompanhe ao vivo.Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, obtendo assim o controle do Congresso e impondo uma derrota contundente aos republicanos e ao presidente Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato, segundo as projeções da agência de notícias AP e das emissoras de televisão dos EUA.
Democratas conquistam maioria também na Câmara dos Representantes
Os democratas conquistaram também o controle da Câmara dos Representantes dos EUA, além do Senado, nas eleições legislativas de meio de mandato de 2026 encerradas nesta terça-feira (03/11), num resultado que representa uma ampla rejeição ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano. A derrota republicana é tão forte que atinge até mesmo estados considerados redutos do partido.
Os democratas venceram pelo menos sete disputas acirradas para o Senado, tanto em estados tradicionalmente republicanos quanto em estados decisivos: Kansas, que não elegia um senador democrata havia quase um século; Iowa, Texas, Ohio, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul.
Na Câmara dos Representantes, os democratas conquistaram distritos que haviam apoiado Trump por margens de até 18 pontos percentuais nas eleições de 2024.
Os democratas Keisha Lance Bottoms, na Geórgia; Amy Acton, em Ohio; Rod Sand, em Iowa; e Gina Hinojosa, no Texas, venceram as eleições para governador, tirando esses cargos do controle republicano.
Trump incentivou os eleitores a agirem como se ele próprio estivesse na cédula de votação, e a maioria pareceu de fato atribuir ao seu governo a responsabilidade pelo alto custo de vida e mostrou querer que o Congresso imponha mais limites ao presidente.
Democratas elegem Troy Jackson para vaga no Senado do Maine
O democrata Troy Jackson, de 58 anos, conquistou a vaga do estado do Maine no Senado dos Estados Unidos ao derrotar a veterana senadora republicana Susan Collins, de 73 anos. Jackson se beneficiou da forte impopularidade do presidente Donald Trump para derrotar uma ocupante do cargo que já havia sobrevivido a disputas difíceis no passado.
Jackson, ex-presidente do Senado estadual, teve pouco mais de cem dias para se apresentar aos eleitores do Maine após substituir Graham Platner como candidato do Partido Democrata em julho.
Collins, de 73 anos, era amplamente vista como a senadora republicana mais vulnerável nesta eleição. No dia da votação, ela era a única integrante republicana do Congresso proveniente da região histórica da Nova Inglaterra e buscava seu sexto mandato representando um estado que vota em candidatos democratas à presidência dos EUA desde 1992.
Apesar de ter prometido cumprir apenas dois mandatos quando foi eleita pela primeira vez, Collins representa o estado do nordeste americano no Senado desde 1997.
O Maine é frequentemente chamado de o estado "mais branco" devido à sua falta de diversidade, além de possuir uma das maiores populações rurais per capita. Embora, em outras disputas eleitorais, o estado costume votar no Partido Democrata, ele frequentemente envia senadores republicanos para Washington.
A reputação de Collins como uma republicana moderada, que, por vezes, votava ao lado dos democratas, deu a ela uma influência desproporcional ao tamanho do seu estado em Washington, onde ela era, por vezes, vista como um voto decisivo na aprovação de legislações no Senado.
Trump atribui parte das perdas republicanas à guerra contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã e seu impacto sobre os preços da gasolina contribuíram para as derrotas dos republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato, embora tenha afirmado estar surpreso com o resultado.
As projeções indicam que os democratas assumiram o controle do Senado e provavelmente também da Câmara dos Representantes, o que lhes dará maior poder para desafiar a agenda legislativa de Trump.
"Acho que uma parte disso foi o Irã, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao Irã", disse Trump à emissora Fox News. Ele sugeriu que os eleitores não estavam dispostos a aceitar o aumento temporário dos preços da gasolina.
"Tivemos comícios extraordinários", afirmou Trump. "Estou um pouco surpreso." Ele também reconheceu que os democratas "fizeram um bom trabalho".
Trump disse que poderia cooperar com os democratas em diversas questões, incluindo imigração, mas advertiu que vetaria propostas com as quais não concordasse.
"Eles vão enviar coisas absurdas, e eu vou vetá-las", declarou. "E, depois de alguns meses de vetos, eles vão ligar e dizer: 'Como fazemos isso acontecer?' Então trabalharemos juntos."
Trump indicou ainda que não espera fazer mudanças nos integrantes de seu gabinete após a eleição.
Democratas surpreendem e vencem vaga no Senado pelo Kansas
O candidato democrata e pastor metodista Adam Hamilton conquistou uma surpreendente vitória na disputa pelo Senado no estado do Kansas ao derrotar o senador republicano Roger Marshall.
A vitória fez os democratas conquistarem mais uma cadeira que antes era considerada seguramente republicana.
A vitória de Hamilton foi histórica, já que os democratas do Kansas não venciam uma eleição para o Senado havia 94 anos.
Para vencer, Hamilton adotou uma posição centrista, buscando atrair republicanos moderados e eleitores independentes, frustrados com o aumento do custo de vida e insatisfeitos com a condução da economia e da guerra com o Irã por parte de Trump.
O democrata conseguiu arrecadar mais recursos para sua campanha do que Marshall, recebendo doações de moradores do Kansas e de grupos democratas, que investiram dezenas de milhões de dólares no estado.
Os republicanos ainda tentaram salvar a campanha de Marshall, com Trump viajando ao Kansas para realizar dois comícios em outubro.
Democrata James Talarico conquista uma vaga no Senado pelo Texas
O ex-professor do ensino médio James Talarico, de 37 anos, tornou-se nesta terça-feira (03/11) o primeiro candidato do Partido Democrata a se eleger senador pelo estado do Texas em 38 anos, segundo as projeções da agência AP e das emissoras de TV dos EUA.
Talarico derrotou o republicano Ken Paxton, ex-procurador-geral do estado e uma aposta pessoal do presidente Donald Trump, mesmo estando cercado por vários escândalos de corrupção.
Trump venceu no Texas com uma vantagem de 14% em 2024. Ele apoiou Paxton apesar de este ter estado no centro de diversas controvérsias, incluindo um processo de impeachment em 2023 e um caso de fraude em valores mobiliários.
Talarico, um presbiteriano e legislador estadual que cumpre seu quarto mandato, superou um volume expressivo de gastos externos, no que se tornou a disputa para o Senado mais cara deste ciclo eleitoral. O bilionário e aliado de Trump Elon Musk investiu mais de 200 milhões de dólares em apoio à campanha de Paxton.
A noite foi um terremoto político no Texas, com a democrata Gina Hinojosa conquistando o governo do estado e derrotando o governador em exercício, o republicano Greg Abbott.
Hinojosa, uma advogada e legisladora estadual de 52 anos, buscou o apoio de eleitores independentes e daqueles que se sentiam desiludidos com a impopular guerra de Trump no Irã e com a disparada dos preços.
Essas vitórias podem sinalizar que o Texas, o segundo estado mais populoso do país, pode se tornar um cenário competitivo em eleições nacionais.
Há muito tempo que o Texas é um reduto republicano seguro em eleições presidenciais, contando com 40 votos no Colégio Eleitoral. Uma guinada em favor dos democratas poderia redesenhar o mapa eleitoral para a presidência no futuro.
Geórgia elege primeira governadora negra dos EUA
A candidata Keisha Lance Bottoms, do Partido Democrata, foi eleita governadora da Geórgia nesta terça-feira (03/11), tornando-se a primeira mulher negra eleita governadora nos Estados Unidos.
Ex-prefeita de Atlanta, Bottoms venceu o bilionário Rick Jackson, executivo do setor de saúde e candidato republicano. O governador republicano Brian Kemp, que deixa o cargo, estava impedido de concorrer novamente devido ao limite de mandatos.
Bottoms venceu apesar de uma enorme desvantagem em gastos de campanha, impulsionada pelo fato de Jackson ter investido mais de 200 milhões de dólares da sua própria fortuna na disputa. Ela se torna a primeira democrata a vencer uma eleição para o governo da Geórgia desde 1998.
as (AP, AFP)
Democratas assumem controle do Senado
Os democratas assumiram o controle do Senado e estão a caminho de conquistar também o controle da Câmara dos Representantes, impondo uma derrota contundente aos republicanos e ao presidente Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato, segundo as projeções da agência de notícias AP e das emissoras de televisão dos EUA.
Os democratas ganharam cadeiras no Senado em pelo menos seis estados, incluindo redutos tradicionalmente republicanos como Texas, Kansas e Carolina do Sul.
O resultado parece indicar uma forte rejeição ao governo de Trump, que havia incentivado os eleitores a votarem como se ele próprio estivesse na cédula de votação, e prepara o cenário para os dois últimos anos de seu mandato na Casa Branca, que deverão ser marcados por forte confronto político.
As vitórias democratas avançaram profundamente em territórios favoráveis a Trump, com estados historicamente republicanos como Texas, Kansas e Carolina do Sul elegendo senadores democratas pela primeira vez em décadas. Além disso, os democratas também conquistaram cadeiras na Carolina do Norte e em Ohio.
No Texas, o democrata James Talarico foi eleito para o Senado dos EUA, superando o republicano Ken Paxton.
Os democratas Keisha Lance Bottoms, na Geórgia; Amy Acton, em Ohio; Rod Sand, em Iowa; e Gina Hinojosa, no Texas, venceram as disputas para governador, tirando esses cargos das mãos do Partido Republicano.
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