Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Crise na Nissan: fabricante admite dificuldades no Brasil e prepara "armas chinesas" para reagir

Entenda como a marca japonesa planeja renovar seu portfólio com tecnologia da China para enfrentar a agressividade de marcas como GWM e BYD

14 abr 2026 - 10h29
Compartilhar
Exibir comentários

A Nissan enfrenta um cenário de extrema pressão no mercado automotivo nacional e admite oficialmente que passa por uma crise no Brasil. Apesar de ter registrado a marca de 77.808 veículos emplacados ao longo de 2025 (2025), a fabricante japonesa reconhece que está perdendo espaço para a rápida e agressiva expansão das marcas chinesas. Segundo informações apuradas pelo Jornal do Carro do Estadão, o CEO global da Nissan, Ivan Espinosa, fez um desabafo sobre a situação atual da companhia durante uma entrevista realizada em Yokohama, no Japão. O executivo foi direto ao afirmar que a empresa está tendo dificuldades em solo brasileiro e que medidas drásticas precisam ser tomadas para recuperar a relevância da marca.

Nissan Frontier Pro PHEV
Nissan Frontier Pro PHEV
Foto: Nissan/Divulgação / Perfil Brasil

Para tentar conter o avanço de concorrentes como a BYD, que superou a Nissan em 2025 com mais de 112 mil unidades licenciadas, a fabricante nipônica decidiu adotar uma estratégia inusitada: utilizar "fogo contra fogo". Espinosa confirmou que a Nissan lançará no Brasil produtos desenvolvidos na China, aproveitando a parceria que mantém com a Dongfeng. "Teremos mais produtos desenvolvidos na China no mercado brasileiro. Temos problemas para enfrentar as montadoras de origem chinesa, muito agressivas em regiões como o Brasil. Portanto, vamos utilizar armas parecidas", pontuou o executivo. Entre as novidades previstas com esse DNA chinês estão os modelos N7 e o NX8, além da tão aguardada Frontier híbrida.

A meta da companhia é renovar em 40% o seu portfólio no Brasil até o ano de 2027. Para isso, a marca pretende focar na eletrificação por meio da tecnologia e-Power e em veículos com autonomia estendida. O executivo admitiu que depender de projetos chineses para a produção local não é o cenário ideal para uma marca japonesa, mas ressaltou que lidar com esse cenário é necessário para recuperar as forças no país. Além disso, o sucesso da operação brasileira agora está sob a liderança de Christian Meunier, atual chairman para as Américas, que já presidiu a Nissan no Brasil em um período de forte crescimento entre 2009 e 2012.

Atualmente, a Nissan detém uma participação de mercado de 3%, um patamar que indica estagnação diante do crescimento acelerado de novas montadoras. O movimento de importar tecnologias ou projetos da China não é uma exclusividade da Nissan, já que grupos como Stellantis e Volkswagen seguem caminhos semelhantes. No curto prazo, a marca continuará apostando no sucesso de modelos como o Kicks e o Kait para manter o fôlego financeiro enquanto prepara a chegada da nova frota. A expectativa é que essa nova safra de veículos híbridos e eletrificados consiga segurar o ímpeto da BYD e da GWM, garantindo a sobrevivência da fabricante japonesa em um dos mercados mais disputados do mundo.

Perfil Brasil
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra