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Crédito internacional ganha peso nas empresas

Em um cenário global mais instável, empresas brasileiras recorrem à análise de crédito internacional para reduzir riscos e garantir operações mais seguras no exterior.

30 abr 2026 - 15h21
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Em um cenário cada vez mais conectado, impulsionado pela globalização e pela expansão das relações comerciais além das fronteiras, a análise de crédito internacional tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para empresas que buscam crescer com segurança no mercado externo.

Foto: Imagem de Freepik / DINO

Francisco Eduardo Broering Gomes, CEO da Fairfield, afirma que, embora a globalização tenha ampliado oportunidades, também trouxe novos riscos, especialmente ao lidar com parceiros e clientes submetidos a diferentes legislações, moedas e contextos econômicos.

De acordo com o executivo, a volatilidade cambial e a fragilidade de algumas economias latino-americanas levaram empresas brasileiras a registrarem perdas em operações que, à primeira vista, pareciam sólidas. Ainda assim, segundo ele, esses episódios contribuíram para acelerar a conscientização do mercado sobre a importância de uma análise de crédito mais criteriosa. "Hoje, análise de crédito internacional não é custo, é condição de entrada para quem quer crescer de forma sustentável no exterior", analisa.

Entre os principais riscos para quem negocia sem uma análise estruturada, ele destaca o descumprimento de pagamento e a falta de visibilidade sobre a real exposição das empresas. Sem esse tipo de avaliação, não é possível compreender o nível de endividamento do parceiro nem identificar o grupo econômico por trás de um CNPJ estrangeiro.

"No comércio exterior, isso é crítico, porque os instrumentos de cobrança são caros e lentos. Quando o problema é identificado, o prejuízo já está consolidado", explica.

Segundo artigo publicado pela Coface, o cenário econômico global para 2026 indica crescimento de 2,6%, ligeiramente inferior aos 2,8% registrados em 2025, em um contexto ainda marcado por riscos geopolíticos, financeiros e sociais persistentes.

Já no comércio internacional, o avanço foi mais expressivo no ano anterior, com expansão de 3,9%, enquanto, nos Estados Unidos, o aumento de 15% nas insolvências empresariais no segundo semestre de 2025 acendeu alertas sobre a saúde financeira das empresas em um ambiente de maior instabilidade.

Desafios da análise de crédito no cenário internacional

No Brasil, Francisco Eduardo Broering Gomes ressalta a existência de bases como Serasa, Receita Federal e registros de protestos. Já no ambiente internacional, não há padronização, pois cada país possui seus próprios sistemas de registro e diferentes níveis de transparência.

Além disso, a análise internacional precisa incorporar variáveis como risco-país, risco cambial e o nível de enforcement jurídico local. De acordo com o CEO da Fairfield, mesmo empresas com bom histórico podem representar alto risco ao operar em mercados instáveis.

Nesse contexto, a análise de crédito internacional contribui para substituir decisões baseadas em percepções subjetivas por avaliações fundamentadas em dados. Sem esse suporte, o gestor tende a optar entre recusar uma operação por cautela excessiva ou aceitá-la sem a devida verificação, o que pode resultar em perdas em ambos os casos.

Já a adoção de uma análise estruturada permite conduzir negociações com maior segurança e embasamento. "Você sabe qual limite de crédito faz sentido, quais garantias solicitar, qual prazo é adequado ao perfil de risco. Isso impacta diretamente na precificação e na estratégia comercial", observa.

Na avaliação do empresário, uma expansão internacional bem-sucedida depende de fluxo de caixa saudável e de uma boa reputação no mercado. Segundo ele, ao ingressar em novos mercados com uma política de crédito bem definida, a empresa reduz a inadimplência e reforça sua credibilidade, o que contribui para atrair parceiros mais qualificados. "Além disso, permite distribuir o risco de forma mais inteligente, evitando concentrações perigosas na carteira internacional", acrescenta.

Estratégia e inteligência na proteção financeira

Na prática, o CEO frisa que a Fairfield não se limita à venda de apólices, mas atua na estruturação de soluções de proteção financeira. Segundo ele, o processo tem início com a compreensão detalhada do negócio, considerando o perfil dos compradores, os países envolvidos e o ciclo de pagamentos.

A partir desse diagnóstico, a empresa desenvolve uma estratégia que integra o monitoramento contínuo dos clientes, a cobertura contra inadimplência e, quando necessário, a recuperação de crédito. "O diferencial está na inteligência que antecede a apólice, garantindo que a cobertura seja aderente à realidade do negócio, e não a um produto genérico de prateleira", conclui Gomes.

Para mais informações, basta acessar: https://www.fairfield.com.br/ 

Website: https://www.fairfield.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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