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Crivella promete debater Réveillon alternativo após críticas

"Como é que é o Réveillon de outro jeito? Ah, nós vamos fazer tudo virtual", disse prefeito do Rio em vídeo

26 jul 2020
14h44
atualizado às 14h53
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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, contou que integrantes dos setores de hotelaria e restaurantes receberam com descontentamento a notícia de que não seria possível fazer a festa de Réveillon presencial na Praia de Copacabana, na zona sul da cidade, como consequência da pandemia do novo coronavírus. No sábado, 25, a prefeitura informou que não realizaria o tradicional formato da celebração, que costuma reunir milhões de pessoas na orla para o show de fogos de artifícios e atrações musicais.

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB)  
Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB)
Foto: Renan Olaz/CMRJ/Divulgação / Estadão Conteúdo

"Não foi adiado, nós estamos pensando em fazer o Réveillon de outro jeito. Como é que é o Réveillon de outro jeito? Ah, nós vamos fazer tudo virtual. Mas deu uma confusão danada, porque o pessoal dos hotéis ligaram bravos pra mim, ligaram bravos, e o pessoal dos restaurantes também, 'Ô, Crivella que história é essa?'. Então vamos agora essa semana fazer uma reunião com a imprensa para tratar do assunto", diz Crivella em trecho de uma gravação distribuída à imprensa.

Em nova nota, a Riotur ressalta que ainda vai apresentar "um novo modelo para a festa, com possibilidades virtuais, devido à pandemia" e destaca que "fogos serão mantidos", embora não tenha esclarecido o lugar de exibição nem se será permitida presença de público. Segundo a Prefeitura, Crivella discutirá ainda a proposta de novo formato para a festa do réveillon 2021 com o setor de hotéis, restaurantes e demais envolvidos.

"O que o pessoal da Riotur me disse é isso: se continuar a pandemia, não tiver um antirretroviral, ou uma vacina, nós vamos ter que fazer aquilo virtual. E vamos discutir com os hotéis, discutir também com os restaurantes, como será feito isso", declara Crivella no vídeo.

São Paulo cancela Réveillon e adia Carnaval

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou, no dia 17 de julho, o cancelamento do Réveillon na Avenida Paulista. O evento de virada de ano atraiu 2 milhões de pessoas na última edição, das quais 41% não residiam na capital. A festa de Ano-Novo costuma incluir apresentações musicais e queima de fogos.

O Carnaval de rua e os desfiles das escolas de samba de São Paulo estão adiados para uma data ainda a ser definida em 2021. Há propostas para que as festividades ocorram no fim do mês de maio ou em julho.

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