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Crivella faz acenos, mas não anuncia data de reabertura

Prefeito disse que não se pode adotar 'cada vez mais medidas de maior restrição' e defendeu funcionamento de igrejas

22 mai 2020
13h43
atualizado às 14h04
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O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que se reuniu ontem com o presidente Jair Bolsonaro, fez acenos ao mandatário nesta sexta-feira, 22, e defendeu a reabertura econômica na cidade. Não disse, contudo, quando começaria a valer o plano elaborado em parceria com a iniciativa privada, que vai passar nesta tarde pela análise do conselho de cientistas que auxiliam a Prefeitura.

"Não podemos nos reunir o tempo todo para adotar cada vez mais medidas de maior restrição. Precisamos, aos poucos, de maneira segura, voltar", afirmou o prefeito, que aposta no achatamento da curva, na abertura de leitos e na chegada de equipamentos da China. Apesar disso, o Rio pode ter até 40 mil casos no início de junho, segundo previsão da própria Prefeitura.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Crivella não revelou detalhes da conversa que teve ontem em Brasília com Bolsonaro, de quem vem se aproximando nos últimos meses de olho na eleição municipal. Voltou, porém, a demonstrar alinhamento com o presidente, como no caso de considerar as igrejas serviços essenciais - o prefeito é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

"Vamos falar sobre igrejas. A Prefeitura nunca legislou sobre templos religiosos, e é a Prefeitura que deve legislar porque é ela quem concede o alvará e fiscaliza", apontou, antes de defender o funcionamento de templos com distanciamento de dois metros entre os fiéis, uso de máscaras e transmissão pela internet para que idosos possam acompanhar missas ou cultos de casa. "As igrejas foram consideradas, pelo governo federal, atividades essenciais. E são."

Nas últimas semanas, a Prefeitura vinha adotando fechamentos mais radicais em alguns pontos da cidade, como em praças e calçadões populares de bairros das zonas oeste e norte. Essas medidas estão em vigor até o próximo dia 25, ou seja, segunda-feira da semana que vem.

Segundo Crivella, é preciso que a população entenda que as iniciativas de restrição estão fazendo efeito, a fim de que não haja um aumento na circulação. Disse, no entanto, que também é preciso demonstrar a setores da Economia que há um plano de retorno às atividades.

No âmbito estadual, o governo de Wilson Witzel já apresentou um plano mais elaborado, chamado de Pacto Social Pela Saúde e Pela Economia, que estabelece bandeiras para avançar rumo a uma futura abertura.

A bandeira vermelha fica em vigor enquanto a taxa de ocupação de leitos de UTI for superior a 90%. A amarela será usada quando a taxa estiver entre 70% e 90%, representando uma flexibilização. Já a verde significa a normalização, "que só se configurará quando houver taxa de ocupação de leitos de UTI inferior a 70% e evolução negativa de novos casos."

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Estadão
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