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Cidades do litoral reforçam barreiras na Páscoa

Cidades do interior retornaram o isolamento após o governador João Doria estender a quarentena até o próximo dia 22

7 abr 2020
11h16
atualizado às 11h40
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Os prefeitos das nove cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, decidiram reforçar a fiscalização para evitar a entrada de turistas no feriado da Páscoa. As prefeituras enviaram nesta terça-feira, 7, um pedido de apoio ao governo do estado para realizar operações especiais de controle no acesso à região e reforço no efetivo da Polícia Militar nas barreiras a partir de quinta-feira, 9. No interior, após a decisão do governador João Doria, de estender a quarentena até o próximo dia 22, prefeituras que tinham antecipado a reabertura do comércio já voltaram atrás.

Baixada Santista proíbe circulação de pessoas nas praias para conter avanço do coronavírus
Baixada Santista proíbe circulação de pessoas nas praias para conter avanço do coronavírus
Foto: FERNANDA LUZ / AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Na Baixada Santista, os prefeitos decidiram manter o comércio fechado e tornar mais rígidas as regras para operação de mercados, bancos e lotéricas, que terão de limitar o número de clientes, observar o distanciamento e incentivar o uso de máscaras. "Ainda não é o momento de flexibilizar, de voltar às atividades. A cada dia temos visto o aumento do número de casos de coronavírus e também o aumento de óbitos. E a perspectiva, infelizmente, é que nos próximos dias o número só aumente", disse o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). A região tem 160 casos e nove óbitos confirmados, além de 64 mortes suspeitas.

Em Conchal, no interior, horas depois que o comércio não essencial reabriu as portas, nesta segunda-feira, 6, interrompendo a quarentena, a prefeitura decidiu retomar o isolamento. Um decreto editado na tarde do mesmo dia e publicado nesta terça-feira, 7, obriga o fechamento do comércio em geral, à exceção do segmento considerado essencial. "Vamos continuar fazendo a nossa parte, ficando em casa", afirmou o prefeito Vando Magnusson (PSDB) em rede social. Assim que a informação foi divulgada pela prefeitura, lojas que estavam abertas baixaram as portas. A cidade tem 10 casos suspeitos e uma morte em investigação.

A prefeitura de Pindamonhangaba, que havia publicado decretos relaxando o isolamento, decidiu endurecer as medidas depois que a cidade confirmou, nesta segunda-feira, o primeiro caso da doença. O prefeito Izael Domingues (PR) usou as redes sociais para anunciar o caso e que lançaria um novo decreto com as novas adequações. "O governo do nosso estado deixou bem claro que os prefeitos têm a obrigação de seguir o decreto estadual. Não vejo problema em mudar. Estamos falando de vidas", justificou. A cidade investiga três mortes suspeitas.

A prefeitura de São José do Rio Preto decidiu acompanhar o governo estadual e seguir com a quarentena até o dia 22. O novo decreto impõe mais restrições para o funcionamento de serviços não essenciais. A cidade tem 33 casos e duas mortes confirmadas, além de cinco óbitos em investigação. Em Ribeirão Preto, com 110 casos e duas mortes confirmadas, as medidas de quarentena foram esticadas até o dia 22 e a fiscalização foi reforçada. O prefeito Duarte Nogueira (PSDB) usou as redes sociais para pedir à população só saia de casa em caso de urgência e usando máscaras.

Cidades que ainda não têm registro do novo coronavírus também reforçam as medidas de proteção. Em Mombuca, um carro de som circula pelas ruas orientando sobre o vírus e pedindo aos moradores que permaneçam em casa. A cidadezinha de 3.441 habitantes não registra nem caso suspeito da doença. Em Saltinho, com 7,8 mil moradores, mesmo sem casos do coronavírus, a prefeitura realiza diariamente a desinfecção dos lugares públicos praticamente vazios.

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Estadão
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