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Completar álbum da Copa de 2026 pode sair por até R$ 7,3 mil; veja como gastar menos

Entenda os cálculos matemáticos para economizar com as figurinhas e veja por que a nova edição da coleção está mais cara que a de 2022

22 abr 2026 - 17h35
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O sonho de completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 exige planejamento e uma dose de estratégia matemática para não desequilibrar o orçamento doméstico. O preço final para finalizar a coleção varia de R$ 1.004,90 a R$ 7.362,90, dependendo inteiramente da abordagem adotada pelo colecionador. Atualmente, o livro ilustrado está em pré-venda com opções de capa dura por R$ 74,90 e brochura por R$ 24,90. Cada envelope, contendo sete figurinhas, custa R$ 7, sem possibilidade de compra de cromos avulsos na pré-venda.

Página da Seleção Brasileira no álbum da Copa do Mundo
Página da Seleção Brasileira no álbum da Copa do Mundo
Foto: Reprodução/ VICIOMANIA Figurinhas / Perfil Brasil

A lógica matemática das figurinhas

O professor da FGV EMAp, Moacyr Silva, detalha à Folha três caminhos distintos para quem deseja preencher o álbum. No cenário ideal, onde o comprador adquire todas as peças sem nenhuma repetição, o gasto seria de R$ 1.004,90, considerando o valor das figurinhas e do álbum de capa mole. No entanto, o matemático alerta que este cenário é praticamente impossível na prática. Para quem compra pacotes sem realizar trocas, a conta é baseada no conceito do problema do colecionador de cupons.

Silva explica que o cálculo leva em conta que, a cada novo pacote, aumentam as chances de receber itens repetidos. "A fórmula leva em consideração que, quando um comprador adquire um pacote de figurinhas, existem N possibilidades de ele receber uma figurinha repetida. Quanto mais figurinhas são adquiridas, maiores as chances de repetição", pontua o especialista. Nesse modelo, seriam necessárias 7.338 figurinhas, elevando o custo total para R$ 7.362,90.

Por que o álbum ficou mais caro

O aumento no valor da coleção não é aleatório. A Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções, contra as 32 participantes da edição do Qatar em 2022. Essa expansão resultou na adição de 310 figurinhas extras ao álbum. Quando corrigidos pela inflação, o custo para completar a coleção atual ficou 51% mais caro em relação ao período anterior. Em 2022, a estimativa mínima era de R$ 548, enquanto o cenário de 2026 parte de patamares bem mais elevados devido a essa mudança estrutural.

Estratégias para poupar no orçamento

A saída para reduzir custos reside na troca ativa de cromos. Segundo Moacyr Silva, a economia escala conforme mais pessoas se envolvem no processo de repasse. Quando duas pessoas trocam figurinhas, o valor cai para R$ 4.638,90. Se o grupo aumenta para dez pessoas, o custo desce para R$ 2.459,90. "A diferença de preço entre os colecionadores que trocam figurinhas e os que não trocam é muito grande. Portanto, o consumidor deve trocar a maior quantidade de figurinhas possível com a maior quantidade de pessoas para que o álbum completo seja mais acessível", afirma Silva.

O impacto no bolso também é monitorado por especialistas financeiros. Bruno Imaizumi, economista da consultoria 4intelligence, aponta à Folha que o gasto mínimo em 2026 equivale a 62% do salário mínimo, um comprometimento de renda significativamente maior do que os 45,2% registrados em 2022 ou os 18,5% observados em 2014. Essa alta reflete tanto o aumento do volume de seleções quanto possíveis reajustes nas margens de lucro dos organizadores em um mercado aquecido.

Perfil Brasil
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