Como dar autonomia aos filhos sem deixá-los "invisíveis"?
Pediatras alertam que uso excessivo de telas, mudanças de comportamento, transtornos alimentares e isolamento na adolescência estão entre os pontos que exigem atenção das famílias
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta que dar autonomia aos jovens exige supervisão contínua para proteger sua saúde mental. O isolamento e o excesso de telas facilitam que depressão, ansiedade e transtornos alimentares passem despercebidos pela família. Mudanças persistentes de sono, apetite e humor exigem atenção médica. Assim, a transição para a independência deve ser gradual, mantendo o apoio dos pais e o acompanhamento pediátrico regular para monitorar o desenvolvimento integral.
Garantir independência aos jovens é uma etapa fundamental do crescimento, mas não deve significar a ausência de supervisão sobre rotinas e comportamentos. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta para a necessidade de pais e profissionais de saúde manterem atenção contínua na saúde mental dos adolescentes, prevenindo problemas associados ao uso excessivo de telas, sedentarismo e transtornos alimentares.
Segundo a médica hebiatra Dra. Lilian Hagel, o avanço do ambiente virtual criou novos desafios para a convivência familiar. Ficar isolado por longas horas no quarto pode fazer com que sinais de depressão na adolescência ou outras alterações comportamentais passem despercebidos pelos responsáveis. A especialista ressalta que a presença nas redes sociais também afeta a autoestima dos jovens, ao expor padrões estéticos e estilos de vida inalcançáveis.
A transição para a vida adulta deve ocorrer de forma gradual desde a infância, com o aumento progressivo de responsabilidades sobre estudos e cuidados pessoais. Contudo, a presença dos pais permanece indispensável em decisões críticas, como na administração de tratamentos de saúde.
Mudanças persistentes no sono, apetite, abandono de hobbies e isolamento social em jovens demandam avaliação médica. A SPRS orienta que a consulta com pediatra ocorra periodicamente para monitorar o desenvolvimento físico e neurológico, além de identificar fatores de risco como obesidade, hipertensão na juventude e ansiedade em adolescentes.
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