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Política

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Insultos a candidatos nas redes visam mulheres até duas vezes mais que homens, diz estudo

Mulheres que concorrem nas eleições de 2026 tiveram até duas vezes mais comentários ofensivos que homens; estudo destaca incidência de insultos contra candidatas ao Senado

17 set 2026 - 08h12
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Resumo
Mulheres candidatas nas eleições de 2026 recebem até duas vezes mais insultos nas redes sociais que homens, aponta estudo do projeto MonitorA baseado em 48,8 mil postagens no X, TikTok e YouTube. O levantamento revela que candidatas ao Senado concentram 60% das ofensas, a maioria atacando a aparência física. Mesmo entre os homens, o mais atacado, Pedro Rousseff, sofreu agressões misóginas e homofóbicas ligadas ao seu parentesco com a ex-presidente Dilma Rousseff.

As mulheres que se candidataram nas eleições de 2026 são até duas vezes mais visadas por insultos e ofensas nas redes que os homens que concorrem contra elas. O dado é de um estudo do projeto MonitorA, formado pelas organizações InternetLab, Democracia em Xeque e Núcleo Jornalismo.

O levantamento analisou mais de 48,8 mil conteúdos publicados nas redes sociais X, TikTok e YouTube entre os dias 16 e 24 de agosto. A pesquisa avaliou o teor dos comentários nos perfis de mais de 300 candidatos a cargos eletivos.

Segundo o levantamento, a proporção de comentários ofensivos contra mulheres foi duas vezes maior que os insultos dirigidos aos homens. O estudo destaca a incidência de ofensas contra mulheres que concorrem a vagas no Senado, como Marina Silva (Rede-SP), Simone Tebet (PSB-SP), Benedita da Silva (PT-RJ), Eliziane Gama (PT-MA), Caroline de Toni (PL-SC) e Manuela d'Ávila (PSOL-RS). A cada dez ofensas analisadas pelo estudo, seis foram direcionadas a candidatas ao Senado. O relatório aponta que comentários relativos à aparência das candidatas foram os insultos de maior frequência.

Entre os homens analisados, quem mais concentrou ofensas foi Pedro Rousseff (PT), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O levantamento aponta que, mesmo nesse caso, o vínculo com uma mulher foi um dos principais vetores de desqualificação ao candidato. "Os conteúdos direcionados a ele foram marcados principalmente por ataques de teor homofóbico e misógino", afirma a pesquisa.

Estadão
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