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Volta às aulas acende alerta sobre a vacinação infantil

Com a pandemia atual, os índices de outras doenças graves avançam no país e a busca por imunização diminui.

24 nov 2021 13h11
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Foto: iStock

Com a volta às aulas presenciais em várias regiões do Brasil, os cuidados dos responsáveis para proteger as crianças do coronavírus aumentaram. No entanto, quando o assunto é filhos em idade escolar, não é apenas a COVID-19 que merece atenção. Uma série de outras doenças contagiosas também ameaça a saúde dos pequenos e não deve ser esquecida por causa da pandemia atual.

Em São Paulo, a prefeitura da capital paulista emitiu um alerta aos pais e aos responsáveis reforçando a necessidade da apresentação da caderneta de vacinação atualizada para crianças em idade escolar. As vacinas são as armas mais eficazes para a prevenção de várias doenças, e são elas que protegem a criança contra enfermidades graves, como a coqueluche e a meningite.¹⁻³

O sarampo é um exemplo de doença grave que tem avançado à sombra da COVID-19. Apenas no ano passado, a maioria das mortes causadas pelo sarampo no Brasil, ocorreu em crianças com menos de 18 meses de idade que não tinham histórico de vacinação contra a doença. No total, foram confirmados 8.220 casos em 2020.⁴

Calendário de vacinação

A maior parte dos imunizantes que protegem as crianças de doenças graves deve ser aplicada até os 15 meses de vida, com reforços até os 5 anos. No entanto, há doses que devem ser tomadas mais tardiamente para reforçar o esquema vacinal.⁵

Para que a vacinação seja efetiva e segura, os intervalos entre as doses devem ser respeitados rigorosamente. Por isso, o Ministério da Saúde criou um calendário de vacinação. Confira abaixo as doses que devem ser aplicadas:

Foto: Climatempo
Foto: Climatempo

Busca por vacinação diminuiu na pandemia

O Ministério da Saúde relatou a diminuição na procura por vários tipos de vacinas nos postos de saúde durante a pandemia do coronavírus, o que tem causado preocupação nas autoridades. Segundo especialistas do Programa Nacional de Imunização (PNI), o medo de enfrentar superlotações e de se expor ao novo vírus é o principal motivo da queda.⁸

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), criou a campanha "Vacinação em dia, mesmo na pandemia", uma iniciativa que teve como destaque a publicação da cartilha digital "Pandemia da COVID-19: o que muda na rotina das imunizações" com orientações sobre a importância de manter as atividades de vacinação durante o período e estratégias de comunicação com população. O material pode ser acessado aqui.⁹

De qualquer forma, é importante ressaltar que o Brasil possui o maior programa público de imunização no mundo e que várias entidades privadas também realizam as aplicações de diversas doses de vacinas em horários agendados, a fim de evitar aglomerações.¹⁰

Referências

¹ Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Vacinação. 2021. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/index.php?p=7309. Acessado em 17 de junho de 2021.

² Governo do Estado de São Paulo. Lei nº 17.252, de 17 de março de 2020. 2020. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2020/lei-17252-17.03.2020.html. Acessado em 17 de junho de 2021.

³ Ministério da Saúde do Brasil. Vacina é a forma mais eficaz de se proteger de doenças infecciosas. 2019. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/servicos/53896-vacina-e-a-forma-mais-eficaz-de-se-proteger-de-doencas-infecciosas. Acessado em 17 de junho de 2021.

⁴ Pan American Health Organization (PAHO). Epidemiological update: measles and diphtheria - 16 november 2020. 2020. Disponível em: https://www.paho.org/en/documents/epidemiological-update-measles-16-november-2020. Acessado em 17 de junho de 2021.

⁵ Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Vacinas. 2020. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/vacinas. Acessado em 17 de junho de 2021.

⁶ Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Documento Técnico - Vacina Meningocócica ACWY. Disponível em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/imunizacao/2020/vacina_meningo_acwy_marco2020.pdf. Acessado em 17 de junho de 2021.

⁷ Ministério da Saúde do Brasil. Calendário de vacinação. Calendário da criança. 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/fevereiro/27/Calendario-Vacinao-2020-crianca.pdf. Acessado em 17 de junho de 2021.

⁸ Agência Brasil. Queda na procura por vacinação preocupa o Ministério da Saúde. 2020. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-06/queda-na-procura-por-vacinacao-preocupa-o-ministerio-da-saude. Acessado em 17 de junho de 2021.

⁹ Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Ações. Vacinação em dia, mesmo na pandemia. 2020. Disponível em: https://sbim.org.br/acoes/vacinacao-em-dia. Acessado em 17 de junho de 2021.

¹⁰ Prefeitura da Cidade de São paulo. Vigilância em saúde. 2021. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/coronavirus/index.php?p=291766. Acessado em 17 de junho de 2021.

Este material informativo não substitui a conversa com um médico, pois apenas esse profissional poderá orientá-lo(a) sobre a prevenção de doenças e o uso adequado de medicamentos. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica.

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BR-NON-00935 PRODUZIDO EM JUNHO/2021 VÁLIDO POR 2 ANOS

Foto: Climatempo
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