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Qual é a realidade dos Assentamentos e da Agricultura Familiar

Assentamentos Legais poderiam ser ótimos Programas de Empreendedorismo Social, mas do jeito que está não passa de ilusão e frustração.

12 ago 2016 - 15h32
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E o agronegócio dos assentamentos e da agricultura familiar, qual a realidade e o futuro?

Estou no Circuito Universitário Aprosoja e pedi para visitar pessoalmente um assentamento em Sorriso, no Mato Grosso, que hoje é a cidade capital mundial dos grãos de soja e milho, o lugar onde mais se produz e com altíssima tecnologia.

E, exatamente nessa cidade, fui visitar um assentamento denominado Jonas Pinheiro. São 216 assentados com, em média, 15 hectares por família.

Foto: Climatempo

O líder do assentamento é o produtor Marcio Kuhm, que foi Ex Secretário de Agricultura de Sorriso. Encontramos 30% de assentados que afirmam conseguir algum nível de progresso pois os demais apenas vivem da agricultura de subsistência.

O que mais nos impressionou na visita foi que as propriedades que visitamos eram de pessoas que vieram para o assentamento depois do fracasso dos primeiros assentados. De acordo com o Incra, o critério é preferir inscritos com graves problemas sociais, sem privilegiar pessoas que tenham de fato vocação e capacidade rural. Dessa forma, vimos famílias trabalhando em leite, produzindo queijos, outros suínos, cana e cachaça, ovelhas e hortaliças para o feirão dos produtores, este que é muito concorrido toda semana, e num trabalho árduo, de suor, como o da fazendinha Amigão e do queijo colonial Nossa Senhora de Fátima.

Mas precisa muito mais... Precisa de acesso à tecnologia, precisa de assistência técnica, de treinamento em gestão e, sem uma Cooperativa não há êxito. Sendo assim, a Reforma Agrária não passa a cumprir uma ação com boa intenção, mas com resultados pífios e sem perspectiva de futuro. Perguntei à eles quem estará neste assentamento em 2026. Responderam, poucos. Disseram que haverá concentração denovo, mas que é muito difícil progredir. Essa é a resposta... A voz de um assentamento no meio da Capital High Tech da soja mundial.

Eu penso que é possível, mas precisa mudar tudo. E, sem um design estratégico, incluindo a estética dessas áreas, casas bonitas, jardins... sem o belo, os filhos e os jovens não ficarão.

Assentamentos Legais... não digo invasões, poderiam ser ótimos Programas de Empreendedorismo Social, mas do jeito que está não passa de ilusão e frustração, além de servir a guerras ideológicas já enterradas no passado cinzento da história.

José Luiz Tejon

Sócio Diretor da Biomarketing

Climatempo
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