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Histórias geladas: as ondas de frio de 1975 e 1994

Não tinha internet, não tinha celular e não tinha muita coisa de tecnologia e facilidades que temos hoje para prever e monitorar o tempo e o clima.

31 jul 2021 04h09
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Não é qualquer massa de ar polar que causa queda da temperatura acentuada no Brasil e não é qualquer resfriamento intenso que pode ser considerado uma onda de frio.

Há várias maneiras de se definir tecnicamente uma onda de frio, mas de forma geral, se considera não apenas a queda muito acentuada da temperatura,  mas o período em que o ar frio de origem polar intenso persiste (em geral, ao menos 4 dias), e também a abrangência da atuação do ar frio e os efeitos observados, que incluem queda de neve e -ou geada ampla no centro-sul do Brasil. 

Na literatura sobre ondas de frio na América do Sul existem duas que são sempre citadas: a onda de frio de 1975, quando tivemos nevadas históricas sobre  Sul do Brasil, incluindo Curitiba e Foz do Iguaçu, além de muita geada nos cafezais, e a de 1994,  que também danificou fortemente as plantações de café no Sul e  no Sudeste do Brasil, inclusive em São Paulo e no Sul de Minas.

A onda de frio de 1975 é considerada na literatura meteorológica das mais intensas do século 20. As menores temperaturas já registradas em Curitiba, foram nos primeiros 5 anos da década de 1970. Uma delas foi de -5,1C em 18 de julho de 1975. A primeira metade da década de 1970 teve várias La Nina.

A onda de frio de 1994 foi particularmente relevante para o estado de São Paulo, pelos danos causados aos cafezais. Mas tem um dado interessante: das 10 menores temperaturas já registradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia em São Paulo, na estação meteorológica do Mirante de Santana, 4 ocorreram no inverno de 1994, duas em junho e duas em julho. Entre elas: 0,8°C no dia 10 de julho de 1994. 

A onda de frio que o Brasil viveu na última semana de julho de 2021 foi prevista com  várias semanas de antecedência e a população foi avisada. Vários meteorologistas compararam esta onda de frio com a de 1994. 

Em 1975 não entendíamos sobre La Niña/El Niño e nem tinha imagem de satélite disponível a qualquer hora. Em 1994, como em 1975, não tinha internet, não tinha celular e não tinha muita coisa de tecnologia e facilidades que temos hoje para prever e monitorar o tempo e o clima. 

Então, vem a pergunta: como os meteorologistas previram as ondas de frio monstros de 1975  e 1994, que acabaram com os cafezais do Paraná e de São Paulo? Como as pessoas eram informadas do frio extremo? 

Para saber como era o ambiente meteorológico do inverno de 1975 e de 1994, o  podcast O Clima entre Nós conversou com Vera Malfa, meteorologista aposentada do INMET e que estava na ativa em 1975, e Ana Lúcia Frony de Macedo, meteorologista , fundadora e atual vice presidente da Climatempo. Ana Lucia que também estava na operação da previsão do tempo durante  a onda de frio do inverno de  1994.

Você encontra todos os episódios do podcast O Clima entre Nós no site da Climatempo, nas principais plataformas de áudio e no Youtube.

Boa escuta!

Climatempo
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