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Forças Armadas prenderam 127 pessoas em ações na Amazônia

Ainda de acordo com o governo, 1.835 focos de incêndio foram combatidos durante os dois meses das operações

29 out 2019
16h55
atualizado às 17h51
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As ações coordenadas pelas Forças Armadas entre 24 de agosto e 24 de outubro para o combate dos incêndios na região amazônica resultaram na detenção de 127 pessoas.

Incêndio na floresta amazônica em Rondônia
03/09/2019 REUTERS/Ricardo Moraes
Incêndio na floresta amazônica em Rondônia 03/09/2019 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

O dado foi informado nesta terça-feira, 29, pelo Ministério da Defesa. No total, segundo informações da pasta, 1.835 focos de incêndio foram combatidos durante os dois meses das operações do que o governo batizou de "Operação Verde Brasil".

O efetivo no período chegou a 10 mil pessoas, entre militares integrantes de agências municipais, estaduais e federais, segundo a Defesa. Na logística, foram usadas 467 viaturas, 37 aeronaves e 159 embarcações. Além das 127 pessoas presas, foram apreendidas 178 embarcações.

Segundo o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, a queimada na região amazônica neste ano ficou abaixo da média histórica, de acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "A história de que a Amazônia estava em chamas não é bem assim", comentou. "O mês de setembro, que, normalmente, é o pior mês em todos os anos, neste ano abaixou. Tenho certeza de que nossas ações são parte disso", disse.

Os militares informaram que destruíram 45 acampamentos ilegais e apreenderam mais de 26 mil litros de combustível. As revistas atingiram 1.453 veículos e 1.961 embarcações.

O 'Estado' esteve, por dez dias entre agosto e setembro, nos Estados de Rondônia e Amazonas. Neste período, verificou in loco a dificuldade de execução dos trabalhos por equipes do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). Quando os grupamentos das Forças Armadas chegaram à região de 2 mil quilômetros percorrida pela reportagem, o fogo já tinha atingido o pico em diversas regiões, como o sul do Amazonas e a região central do Pará.

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Estadão
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