Cidade do RS conquista decisão inédita no RS para tratamento experimental de tetraplegia
Justiça autoriza trâmite prioritário para uso da polilaminina em paciente vítima de acidente; substância brasileira busca regeneração medular
O município de Jaboticaba, no norte do Rio Grande do Sul, tornou-se palco de uma decisão judicial histórica para a medicina regenerativa no estado. Uma liminar inédita garantiu ao morador Jair Rodrigues Vargas, que ficou tetraplégico após um grave acidente de trânsito, o direito ao encaminhamento para o tratamento com polilaminina. Esta é a primeira vez que o uso da substância experimental é autorizado judicialmente no interior gaúcho.
A articulação para o processo envolveu a Clínica Flor e Ser, sob coordenação de Bruna Locatelli Camara, e a equipe jurídica da Ribeiro e Lorini Advocacia. A decisão estabelece prazos rígidos devido à urgência do quadro: o laboratório produtor tem dois dias para protocolar o pedido de uso compassivo (quando um fármaco em estudo é liberado para pacientes sem alternativas terapêuticas) junto à Anvisa, que, por sua vez, deverá analisar a solicitação em até cinco dias. A celeridade é crucial, pois a eficácia da substância é potencializada quando aplicada na fase aguda do trauma.
O que é a Polilaminina?
Desenvolvida por pesquisadores brasileiros, a polilaminina é uma tecnologia promissora voltada para a recuperação de lesões na medula espinhal. Confira como ela atua:
Mecanismo: Derivada da proteína laminina, ela funciona como um "andaime" biológico ou ponte, guiando a reconexão dos neurônios.
Ação: A substância estimula o crescimento de axônios e impede a formação de cicatrizes fibrosas, que normalmente bloqueiam a comunicação nervosa no local da lesão.
Aplicação: O medicamento é injetado diretamente na área afetada da medula.
O desfecho favorável foi celebrado por Jair Vargas, que expressou gratidão e esperança em retomar seus movimentos. O caso cria um precedente importante no Rio Grande do Sul sobre o direito de acesso a tratamentos inovadores e experimentais em situações de extrema gravidade, onde o tempo é o principal fator para a reabilitação neurológica.
Com informações: Portal GV
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